A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, para desarticular uma quadrilha suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis da região metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos.
A reportagem apurou que, entre os alvos, estão o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) — pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, indicado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República — e o delegado da PCRJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro) Marcus Amim, ex-secretário de estado.
Os investigados devem responder, inicialmente, pelos delitos de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
As equipes policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão, nos municípios fluminenses de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e do Rio de Janeiro.
A ação desta manhã inclui, ainda, o cumprimento de ordens judiciais para sequestro de bens e suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Por meio de nota, o Coaf detalhou que os RIFs são elaborados após a análise de comunicados sobre operações consideradas suspeitas ou atípicas. Esses avisos são repassados ao conselho pelos setores obrigados, como estabelece a legislação.
“Quando o Coaf identifica movimentações relevantes, encaminha os RIFs às autoridades competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público. Esses órgãos poderão usar os relatórios para subsidiar eventuais investigações. O conselho atua como unidade de inteligência financeira e não tem atribuição para conduzir apurações criminais”, destacou o colegiado, por meio de nota.
A força-tarefa integra a Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas com atuação no estado do Rio de Janeiro. As ações ocorrem em conformidade com o estabelecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635 — conhecida como ADPF das Favelas.
A reportagem tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço está aberto para manifestações.
(Informações R7)



