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Marçal acreditado, Franklin antenado, Pudim acionado, Pollon ‘desarmado’, Bolsonaro (de) pressionado

Juca Vinhedo

A FRASE

“Ele não tem condição emocional de lidar com essa situação envolvendo a esposa e o filho. Essa situação vai agravar a depressão do ex-presidente. Temo pela vida dele.”

(Ricardo Mello, vice‑prefeito de São Paulo, amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro)

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Credibilidade em alta

Poucos mais de um ano após assumir a Prefeitura, Marçal Filho colhe um ativo importante na política: a confiança da população. Em vídeo divulgado nas redes sociais, moradores do Bairro Jardim Água Boa convidaram o prefeito para uma reunião marcada para sexta-feira (4), às 16h30, para discutir a pavimentação da via e o mau cheiro provocado pelo sistema de tratamento de esgoto da região. Ao fazerem o convite, destacaram que Marçal “não corre de problema” e demonstraram confiança de que ele estará presente para ouvir as reivindicações da comunidade.

Acolhimento

A Prefeitura de Dourados criou uma Central de Informações para atender imigrantes venezuelanos que buscam notícias de familiares afetados pelos terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24 de junho. O atendimento é realizado pela Central de Atendimento aos Imigrantes (CAI), com informações baseadas exclusivamente em dados oficiais do governo venezuelano, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e de outros organismos humanitários.

Canal de apoio

Além de prestar informações confiáveis, a Central também oferece acolhimento e orientação às famílias que enfrentam dificuldades para manter contato com parentes na Venezuela. O serviço funciona na Coordenadoria-Geral de Direitos Humanos e Cidadania, na Rua João Rosa Góes, nº 395, no Centro de Dourados, com atendimento presencial e pelo telefone (67) 2222-1821.

Novo capítulo

A Câmara de Dourados pode assistir a mais um capítulo de uma novela política que parece não ter fim. Depois de protagonizar sucessivas polêmicas desde o início do mandato, a vereadora Isa Marcondes agora pede a cassação do vereador Márcio Pudim por suposta quebra de decoro parlamentar. A representação promete acirrar ainda mais os ânimos no Legislativo, que corre o risco de voltar a concentrar suas energias em disputas internas, enquanto a população cobra soluções para problemas da cidade.

Escalada de conflitos

A representação apresentada por Isa Marcondes levanta temas sérios, como violência política de gênero e discriminação, que merecem apuração com responsabilidade e respeito ao devido processo legal. Ao mesmo tempo, o episódio evidencia o clima permanente de confronto instalado na Câmara Municipal de Dourados.

Plano em construção

A Câmara Municipal de Dourados deu início à elaboração do Plano Municipal de Políticas Públicas para Imigrantes, Refugiados e Apátridas (2026-2036). Durante audiência pública realizada na última semana, representantes do poder público, universidades, organizações da sociedade civil e lideranças migrantes discutiram propostas para ampliar o acolhimento, a inclusão social e a garantia de direitos dessa população.

Escuta da comunidade

Proposta pelo vereador Franklin Schmalz (PT), a audiência teve como principal objetivo ouvir os próprios imigrantes e refugiados, permitindo que suas experiências e demandas contribuam diretamente para a formulação das políticas públicas municipais. A iniciativa busca estabelecer diretrizes para os próximos dez anos, fortalecendo ações voltadas à cidadania, aos direitos humanos e à convivência intercultural em Dourados.

Frota reforçada

O Governo de Mato Grosso do Sul fez, nesta semana, a maior entrega de equipamentos da história da segurança pública estadual. Foram investidos R$ 176,2 milhões na aquisição de 522 viaturas, 970 coletes balísticos e 624 pistolas, que serão distribuídos entre todas as forças de segurança e atenderão os 79 municípios do Estado. A medida busca modernizar a estrutura policial e ampliar a capacidade de resposta no combate à criminalidade, especialmente nas regiões de fronteira.

Mais investimentos

Além da Polícia Militar e da Polícia Civil, o pacote de investimentos também contempla o Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Polícia Científica, DOF, Coordenadoria-Geral de Perícias e o Policiamento Aéreo. A renovação da frota inclui veículos especializados para resgate, combate a incêndios, perícia e operações em áreas de difícil acesso, reforçando a presença do Estado tanto nos centros urbanos quanto nas regiões rurais.

Vantagem ampliada

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que o presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O petista aparece com 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% do parlamentar do PL. Em abril, os dois estavam tecnicamente empatados, o que indica uma mudança importante no cenário eleitoral.

Sinal de alerta

O levantamento foi divulgado justamente em meio à crise interna enfrentada pelo PL, marcada pelo afastamento de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher e pelas divergências entre ela e Flávio Bolsonaro. Embora a pesquisa não estabeleça relação de causa e efeito, os números aumentam a pressão sobre a campanha do senador para recompor a unidade do campo bolsonarista.

Disputa aberta

Apesar da vantagem de Lula, a diferença de 6,5 pontos percentuais mostra que a corrida presidencial segue em aberto. A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto percentual. Até outubro, pesquisas, alianças e os desdobramentos políticos ainda podem alterar significativamente o quadro sucessório.

Crise em família

A briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro teria agravado o estado emocional de Jair Bolsonaro, segundo aliados próximos do ex-presidente. Um deles chegou a dizer que Bolsonaro não teria “condição emocional” de lidar com o conflito entre a esposa e o filho. No meio da sucessão presidencial, a crise deixou de ser apenas familiar e passou a ameaçar diretamente a unidade política do bolsonarismo.

Racha no PL

A saída de Michelle Bolsonaro da presidência nacional do PL Mulher escancarou a crise interna na principal legenda da direita. A ex-primeira-dama alegou motivos familiares para deixar o cargo, mas a decisão ocorreu dias após o desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e divergências sobre a sucessão no comando do segmento feminino do partido.

Priscila vetada

Nos bastidores, a expectativa era de que a ex-deputada cearense Priscila Costa, atual vice-presidente do PL Mulher, assumisse o comando da ala feminina. No entanto, segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a articulação política liderada por Flávio Bolsonaro e pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, acabou impedindo a sucessão, aprofundando o mal-estar entre diferentes grupos da legenda.

Fogo amigo

O episódio reforça que a disputa na direita deixou de ser apenas contra adversários externos. Com a campanha presidencial ganhando forma, divergências familiares e partidárias passaram a ocupar espaço no debate político. O desafio do PL agora será conter os desgastes internos e preservar a unidade em torno de seu projeto eleitoral para 2026.

Elas, não!

Na quarta-feira (01), Flávio Bolsonaro reuniu mulheres em Brasília numa tentativa de recompor pontes com o eleitorado feminino, mas o gesto nasceu manco: Michelle Bolsonaro não compareceu; as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS) também ficaram de fora. A ausência das duas expôs que a crise aberta após o vídeo de um aliado de Flávio ainda não foi superada. No PL, o discurso é de unidade; nos bastidores, a fotografia do encontro mostrou justamente o contrário.

Ele, não!

O ex-deputado estadual Capitão Contar foi anunciado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como pré-candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, ignorando o bilhete em que Jair Bolsonaro manifestava apoio ao deputado federal Marcos Pollon. O gesto foi interpretado nos bastidores como um recado claro de que, na definição das candidaturas, a palavra final continua sendo da direção nacional do partido, e não necessariamente das preferências do ex-presidente.

Fiel da balança

Em outra polêmica, Valdemar Costa Neto admitiu que a disputa presidencial pode ficar “muito difícil” para o PL caso o partido perca o apoio de Michelle Bolsonaro. A declaração ocorre em meio à crise entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro, depois do vídeo em que Michelle criticou articulações do senador no Ceará. No cálculo frio da cúpula do PL, sem Michelle, o bolsonarismo perde uma de suas principais pontes com o eleitorado feminino.

Domiciliar em xeque

Alexandre de Moraes deve ouvir a defesa de Jair Bolsonaro antes de decidir se mantém a prisão domiciliar do ex-presidente. Bolsonaro completou 90 dias nesse regime no dia 25 de junho, mas a apreensão de uma arma registrada em seu nome levou o ministro a reavaliar o caso. A defesa nega irregularidade, enquanto o episódio reacende a tensão jurídica em torno do ex-presidente.

PGR pede cautela

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o STF aguarde o fim das investigações sobre o episódio da arma antes de tomar uma decisão definitiva. A manifestação indica cautela institucional num caso de forte repercussão política. Já a defesa de Bolsonaro tenta demonstrar que não houve falta grave capaz de justificar mudança no regime.

Decisão sensível

O caso tem peso jurídico e político. Qualquer decisão de Moraes — manter, rever ou endurecer as condições da prisão domiciliar — terá repercussão imediata no ambiente nacional. Para a direita bolsonarista, o episódio pode reforçar o discurso de perseguição; para os adversários, será mais um capítulo da responsabilização judicial do ex-presidente.

Sucessão congelada

A saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher acabou provocando uma solução inusitada. Diante da crise interna e do desgaste entre diferentes alas do partido, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, decidiu não nomear uma substituta para o cargo neste momento. A definição da nova direção feminina ficou para depois das eleições.

Racha exposto

Nos bastidores, a vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila Costa, era apontada como sucessora natural de Michelle. Entretanto, a resistência de Flávio Bolsonaro ao nome da parlamentar cearense, somada às divergências políticas envolvendo a disputa pelo Senado no Ceará, acabou aprofundando a crise entre a ex-primeira-dama e o senador, expondo um racha que já preocupa a cúpula do partido.

Flat indigesto

A Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo em um flat usado pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. O dinheiro estava em notas de R$ 100, dentro de sacos pretos, em meio a uma operação que apura suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar e lavagem de dinheiro. O caso caiu como uma bomba sobre um dos principais nomes da bancada bolsonarista.

Entorno na mira

A investigação também mira pessoas ligadas aos gabinetes de Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro. Segundo a PF, há suspeita de uso de uma locadora de veículos como empresa de fachada, além de movimentações milionárias consideradas incompatíveis com a renda de assessores. A apuração agora busca identificar a origem e o destino do dinheiro.

Defesa conhecida

Sóstenes afirma que os R$ 430 mil seriam resultado da venda de um imóvel e nega irregularidades. O parlamentar também fala em perseguição política, argumento já recorrente entre bolsonaristas investigados. Mas, como diz o velho ditado, dinheiro vivo em saco preto costuma exigir mais explicação do que discurso inflamado.

Reviravolta italiana

A Corte de Cassação da Itália anulou a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada Carla Zambelli e determinou que o processo seja julgado novamente pela Corte de Apelação de Roma. Com isso, a parlamentar permanece em liberdade no país europeu até que uma nova decisão seja tomada.

Jogo recomeça

A decisão não significa o encerramento do processo nem uma derrota definitiva para o governo brasileiro. O caso voltará praticamente à estaca zero na Justiça italiana, permitindo nova análise dos argumentos da defesa e da Advocacia-Geral da União. A expectativa é de que o novo julgamento ocorra entre setembro e outubro.

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