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Dourados: homem é preso após ameaçar filhas e vizinha com faca durante confraternização

Um homem identificado pelas iniciais Z. foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) em Dourados após ameaçar as próprias filhas e uma vizinha durante uma confraternização realizada após uma partida da Copa do Mundo.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via COPOM para atender uma denúncia de ameaça em uma residência da cidade. No local, as vítimas, identificadas pelas iniciais F., G. e A.B., relataram que o autor apresentava sinais visíveis de embriaguez e comportamento agressivo.

De acordo com os relatos, o homem inicialmente utilizou um pedaço de madeira para tentar investir contra as mulheres que participavam do encontro. Em seguida, ele teria se armado com uma faca e continuado as ameaças, tentando atingir as vítimas.

Conforme o registro policial, as agressões só não foram consumadas porque um homem, que não foi identificado até o momento, interveio fisicamente e impediu que o suspeito desferisse golpes contra as mulheres.

Quando a equipe policial chegou ao local, cerca de 30 minutos após o acionamento, encontrou o suspeito ainda em estado de embriaguez e bastante alterado. A faca mencionada pelas vítimas foi localizada e apreendida pelos policiais. Já o pedaço de madeira utilizado nas ameaças não foi encontrado durante as buscas.

Uma das vítimas, identificada pelas iniciais A.B., informou aos policiais que mora sozinha com suas três filhas, todas menores de 12 anos, e declarou temer por sua segurança e pela integridade das crianças diante da agressividade demonstrada pelo suspeito. Ela também afirmou recear novas investidas violentas, especialmente pela proximidade entre as residências.

Ainda conforme a ocorrência, as vítimas relataram que possuem vídeos registrando a situação de ameaça e agressividade apresentada pelo autor.

O homem foi conduzido à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde ficou à disposição da autoridade policial para as providências cabíveis.

Apesar dos relatos e do registro da ocorrência, as vítimas optaram por não solicitar medidas protetivas de urgência. Elas também foram orientadas sobre os serviços de apoio disponíveis para mulheres em situação de violência, mas informaram não ter interesse em atendimento especializado ou encaminhamento à Defensoria Pública.

O caso foi registrado e será apurado pelas autoridades competentes.

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