Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária e o Procon resultou na apreensão e descarte de 432 kg de carnes totalmente impróprias para o consumo humano.
O flagrante ocorreu na última quarta-feira (24), em um supermercado localizado no bairro Jardim Morada do Sol, em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
A blitz de emergência foi motivada após uma série de denúncias contundentes de clientes, que relataram às autoridades a falta extrema de higiene no estabelecimento e fortes suspeitas quanto ao odor e qualidade dos alimentos que estavam sendo colocados à venda.
Câmara Fria Operava em Temperatura Absurda
Durante a inspeção minuciosa no setor de açougue, os fiscais sanitários constataram erros graves no armazenamento dos produtos. As carnes estavam acondicionadas em uma câmara fria que registrava temperaturas variando entre 11°C e 18°C — um ambiente ideal para a proliferação rápida de bactérias perigosas.
O limite máximo recomendado por lei para garantir a segurança desse tipo de alimento perecível deve girar estritamente entre 4°C e 7°C. Diante do risco iminente de intoxicação alimentar para a população, os órgãos confiscaram um verdadeiro arsenal de produtos vencidos, estragados e sem procedência.
Veja a lista detalhada dos itens apreendidos:
- 200 kg de carne de frango estragada;
- 152 kg de carne bovina inadequada;
- 62,5 kg de carne suína fora dos padrões;
- 18 kg de salsicha;
- 52 embalagens de pão torrado vencidos desde o dia 20 de junho;
- 14 pacotes de hambúrguer vencidos desde 8 de junho;
- 5 bandejas de acém vencidas também em 8 de junho;
- 9 unidades de massa de pizza sem qualquer identificação de origem ou lote.
Mercado Pode Ser Multado e Teve Alimentos Destruídos
Segundo informações oficiais da Prefeitura de Indaiatuba, a totalidade das mercadorias recolhidas foi inutilizada e descartada imediatamente em um aterro apropriado, impedindo que os itens voltassem a ser comercializados de forma camuflada.
O estabelecimento comercial foi autuado administrativamente e recebeu um prazo legal de até 10 dias úteis para apresentar sua defesa junto aos órgãos reguladores. Caso os argumentos sejam rejeitados, o mercado poderá arcar com uma multa sanitária de até R$ 7,2 mil.
Paralelamente, o Procon-SP aplicou uma autuação imediata fixada em aproximadamente R$ 1 mil. O valor da penalidade do órgão de defesa do consumidor levou em consideração o porte do comércio, que é classificado juridicamente como uma microempresa e opera com apenas dois caixas de atendimento.
(Informações Portal do Tupiniquim)



