Redação –
Um homem de 41 anos foi preso na manhã deste sábado (20) após invadir uma igreja localizada no Bairro Vila São Jorge da Lagoa, em Campo Grande, agredir o pastor responsável pelo culto e ameaçar os frequentadores que participavam da cerimônia religiosa.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas inicialmente para atender uma denúncia de perturbação da tranquilidade. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito já contido e amarrado por membros da congregação.
Segundo relato da vítima, o homem entrou no templo apresentando comportamento agressivo e passou a proferir xingamentos contra os presentes. Durante a pregação, ele teria arremessado uma pedra de aproximadamente cinco quilos em direção ao púlpito, atingindo uma taça que estava no local e causando sua destruição.
Na sequência, conforme o registro policial, o invasor partiu para agressão física contra o pastor, provocando escoriações em uma das mãos da vítima. O suspeito também teria lançado uma garrafa de cerveja de vidro dentro da igreja, espalhando estilhaços pelo ambiente e causando momentos de tensão entre os fiéis.
Diante da situação, os frequentadores conseguiram imobilizar o homem e o mantiveram contido até a chegada da Polícia Militar.
Durante a abordagem, os policiais encontraram mais de R$ 7 mil em dinheiro com o suspeito. Ainda segundo a ocorrência, mesmo após ser detido, ele continuou ameaçando o pastor e os membros da igreja, afirmando que retornaria ao local para matá-los.
O homem também teria alegado integrar uma facção criminosa e proferido frases intimidatórias contra os presentes, dizendo que as vítimas “não sabiam com quem estavam mexendo” e que “beberia o sangue” das pessoas que participaram de sua contenção.
Após os procedimentos no local, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado pelos crimes de lesão corporal dolosa, ameaça, dano e perturbação do sossego. Os objetos pessoais e os valores apreendidos durante a ocorrência foram posteriormente devolvidos mediante determinação da autoridade policial.
O caso será investigado pela Polícia Civil.



