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Negociações de paz entre EUA e Irã na Suíça são adiadas, e Israel volta a atacar o Líbano

A Suíça informou que as negociações dos EUA com os iranianos sobre um acordo para pôr fim ao conflito no Oriente Médio não ocorreriam nesta sexta-feira (19), enquanto o vice-presidente JD Vance desistiu de viajar para lá, o que aumentou a incerteza sobre se será possível chegar a uma trégua duradoura.

“A logística dessas negociações nunca foi simples nem previsível”, afirmou um porta-voz da Casa Branca em comunicado na quinta-feira (18).

Vance e a delegação dos EUA estavam prontos para partir para as negociações, marcadas para o resort de montanha suíço de Burgenstock, assim que os planos fossem finalizados.

Um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que as negociações foram adiadas. A Suíça continua pronta para facilitar essas negociações, e os trabalhos preparatórios relevantes em Burgenstock continuam, acrescentou o comunicado.

Não houve resposta imediata do Irã, que havia afirmado estar pronto para iniciar as negociações técnicas após o acordo de 14 pontos firmado na quarta-feira (17) ter prorrogado um frágil cessar-fogo por pelo menos 60 dias.

Os negociadores do Irã precisavam primeiro ver sinais de que os EUA estavam implementando o acordo provisório, e não havia confirmação de que sua delegação viajaria para a Suíça, informou a agência de notícias semioficial Tasnim antes do anúncio dos EUA na quinta-feira.

Autoridades americanas também haviam afirmado que realizariam uma cerimônia formal de assinatura do acordo na Suíça, mas o Ministério das Relações Exteriores do Irã colocou em dúvida o plano, considerando-o desnecessário após a assinatura do pacto pelos presidentes de ambos os países.

A guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, já matou pelo menos 7.000 pessoas, fez os preços da energia dispararem e abalou os mercados globais.

Israel segue combate no Líbano
Israel, deixado de fora das negociações de paz, distanciou-se do acordo entre os EUA e o Irã e manteve os combates contra o grupo militante Hezbollah, aliado do Irã, no Líbano, levantando também dúvidas sobre se o acordo se manteria.

Em Washington, alguns aliados republicanos do presidente dos EUA, Donald Trump, no Congresso questionaram se ele teria cedido demais para pôr fim ao conflito, impopular entre a maioria dos norte-americanos na reta final para as eleições de meio de mandato em novembro.

(Informações R7)

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