Mais de 50 mulheres foram resgatadas de uma clínica particular em Guarulhos, na Grande São Paulo. O local foi fechado após denúncias ao Ministério Público revelarem que as internas eram submetidas a torturas e mantidas em condições desumanas. A operação contou com o apoio da polícia e resultou na prisão de três funcionárias.
A denúncia partiu de uma ex-interna que relatou ter sido levada à força para a clínica por homens que alegavam ser funcionários do local. Durante sua estadia, ela presenciou situações incompatíveis com um ambiente terapêutico. Após deixar o local, buscou ajuda das autoridades competentes.
As investigações apontaram agressões físicas e psicológicas às pacientes, além da superlotação dos quartos e armazenamento inadequado de alimentos e medicamentos. As vítimas incluíam dependentes químicas e pessoas com transtornos mentais graves.
Vizinhos relataram fugas frequentes durante os quase dois anos em que a clínica operava ilegalmente. Em depoimentos exclusivos obtidos pela reportagem, as internas descreveram castigos físicos severos como método disciplinar.
Após o fechamento da instituição pela fiscalização conjunta da Defensoria Pública e ONGs especializadas em direitos humanos, algumas das mulheres precisaram receber atendimento médico imediato ou foram acolhidas por suas famílias ou outras instituições apropriadas.
(Informações R7)



