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Preso em estádio, aeroporto e boate: relembre as cinco detenções do ex-jogador Jô

O ex-atacante Jô voltou a enfrentar problemas com a Justiça, nesta semana. Preso pela quinta vez por falta de pagamento de pensão alimentícia, o ex-jogador de clubes como Corinthians, Atlético Mineiro e Manchester City acumula uma sequência de detenções relacionadas ao mesmo motivo desde 2024.

Atualmente com 39 anos, Jô é pai de oito filhos. Em diferentes processos, ele afirma que os valores das pensões foram fixados durante o período em que recebia salários elevados no futebol profissional e que sua realidade financeira mudou significativamente nos últimos anos.

A prisão mais recente ocorreu na madrugada do último domingo (14), em Belo Horizonte. Relembre os cinco episódios envolvendo o ex-atleta.

1. Preso antes de partida da Série B

A primeira prisão aconteceu em 6 de maio de 2024, em Campinas, no interior de São Paulo.

Na época, Jô defendia o Amazonas FC e foi abordado pela polícia pouco antes de uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro. O atacante foi detido ainda na entrada do estádio e não chegou a participar do jogo.

O mandado havia sido expedido pela Justiça da Bahia em razão de uma dívida de pensão alimentícia. Após a regularização do débito, ele foi liberado.

2. Detenção em quiosque no Rio de Janeiro

Meses depois, em novembro de 2024, o ex-jogador voltou a ser preso.

Desta vez, a detenção ocorreu em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. O processo envolvia uma dívida de pensão alimentícia que ultrapassava R$220 mil, relacionada a um dos filhos do atleta.

3. Prisão durante treinamento em Minas Gerais

Em dezembro de 2024, Jô foi preso novamente enquanto treinava no centro de treinamento do Coimbra, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O mandado foi expedido pela comarca de Itajibá, na Bahia. Após ser conduzido ao sistema prisional mineiro, o ex-atleta participou de uma audiência de conciliação e acabou liberado no mesmo dia após firmar acordo para pagamento da dívida.

4. Detido no Aeroporto de Guarulhos

A quarta prisão ocorreu em 12 de junho de 2025. Jô foi abordado por agentes ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Na ocasião, havia dois mandados de prisão relacionados a débitos alimentares envolvendo mães de seus filhos.

Segundo informações divulgadas à época, uma das dívidas girava em torno de R$145 mil. O ex-jogador informou que tentava vender um imóvel para quitar os débitos.

5. Prisão em casa noturna de Belo Horizonte

detenção mais recente aconteceu na madrugada de do último domingo (14), em uma boate no bairro Castelo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Policiais militares localizaram o ex-atleta após receberem informações sobre a presença de um foragido da Justiça paulista no estabelecimento. Durante audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão por 30 dias em razão do mandado expedido pela comarca de Itaquera, em São Paulo.

O que diz a defesa

Nesta semana, o blog E outra, do R7, teve acesso à audiência de custódia do ex-atacante, que aconteceu em Belo Horizonte. A defesa de Jô sustenta que o ex-jogador enfrenta dificuldades financeiras e não possui mais a mesma capacidade econômica dos tempos em que atuava nos principais clubes do futebol brasileiro e internacional.

O atleta afirmou ter renda mensal aproximada de R$45 mil e propôs o pagamento de uma entrada de R$30 mil para renegociar o débito, parcelando o restante do valor.

Os advogados também defendem a revisão judicial das pensões, argumentando que os montantes foram estabelecidos em um período em que os rendimentos do jogador eram significativamente maiores.

Prisão mantida

A audiência de custódia tem como objetivo analisar a legalidade da prisão. Após ouvir Jô, a juíza Cirlaine Maria Guimarães concluiu que a detenção ocorreu dentro dos parâmetros legais. A magistrada também explicou que não poderia determinar a soltura do ex-jogador, já que o mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Estado de São Paulo. O processo tramita em Itaquera, na zona leste da capital paulista. O mandado foi expedido em 13 de janeiro deste ano.

(Informações R7)

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