James Jorge Barbosa Flores – Jaminho (*) –
Para Suzana Arakaki, professora e fotógrafa observadora de pássaros.
O Córrego Valeta marca o limite entre a área central de Jardim [1] e a Vila Brasil. Desde tempos antigos (isso coisa de vinte, trinta anos atrás, década de 1990) é um refúgio da vida selvagem dentro da cidade. Nas cercanias dele, dentro dele, no seu leito de lajedos e nalguns trechos mais profundos — mais ainda nas matas ciliares belas e frondosas —, já foram avistados (até abatidos) diversos animais: macacos, quatis, catetos, lontras.
Em outros tempos, ainda mais antigos, se pescava traíra (na porção de leito barrento, mais perto do rio Miranda), cascudos e piaus. Porém, o avanço da cidade e a deposição de esgoto residencial e de águas de lavagem de veículos de dois postos de combustíveis, reduziram a variedade e tamanho de peixes do Riacho Valeta. E a quantidade deles… a quase nada!
Nos últimos anos, apenas os macacos e quatis seguem sendo avistados (seja nas árvores da mata ciliar ou no chão), são bichos que se destacam e permanecem vivendo, habitando, se reproduzindo pelo curso do ribeirão. Eu mesmo vi muitos, em caminhadas matinais ou vespertinas. E olha que essas caminhadas acontecem de dez, onze anos para cá (não sorria, querido leitor, você também irá chegar aos cinquenta), quando as matas ciliares do Valeta foram invadidas por leucenas, semeadas com o intuito de proteger as barrancas do córrego que desmoronavam com as chuvas e estavam engolindo parte dos terrenos, dos quintais de moradores. Em dois ou três casos, o deslizamento ameaçava destruir a casa do cidadão.
Bem, até agora, falei dos bichos de pelos, dos mamíferos, mas tenho que dizer que vejo muito em minhas caminhadas os bichos de pena, os pássaros, aves. E as que não consigo deixar de ver, as que mais observo, são as aves aquáticas: saracuras, coró-corós, socozinhos, mas também, nas caminhadas de final de tarde: papagaios-curica, araras vermelhas e canindés, periquitos-rei, pois estes são únicos que parecem se beneficiar das leucenas, comem seus frutos oleaginosos.
Um persistente habitante, desde os tempos em que o Valeta era apenas um riacho nos campos da Fazenda Jardim [2] depois um limite entre a Vila e a Fazenda São Francisco, é o urutau. Nos meses de retorno das chuvas, início de nova temporada de calor e brotação, o canto dele era ouvido, bastante ouvido! Aliás, o urutau [3] é um pássaro misterioso, vive escondido, sumido, muito mais o escutamos do que o vemos, avistamos.
Logo que vim morar com meu pai, coisa de quarenta anos atrás (1984), a rua Alcides de Oliveira Flores ainda não havia sido ligada ao centro da cidade, logo, não tinha pontilhão sobre o Valeta; nem mesmo a rua Marcelino Malhada, que recebeu pavimentação asfáltica há apenas nove anos (pontilhão, há dezenove). Naquele tempo, o canto do urutau sempre pôde ser ouvido e apreciado pelos moradores das cercanias da Rua do Contorno, que acompanhava o lado de lá do Córrego Valeta, e também nós escutávamos o urutau, as gentes moradoras da famosa Vila Brasil (minha avó Rosa e a tia Belinha não gostavam, ficavam preocupadas, diziam que aquele canto era aviso de notícia triste, coisa ruim, de traição). A rua e a Vila Brasil costeiam por toda linha de mata ciliar praticamente da nascente até o curso final, este já em terreno militar, cercado e vigiado, pertencendo à 4ª Companhia Combate Mecanizada, antiga CER-3 [4].
O riacho nasce lá no Aeroporto [5] e recebe água de mais dois ou três olhos d’águas e segue no rumo leste até desaguar no rio Miranda, mas sobre isso, volto a comentar no final do relato. Agora, deixemos de destacar o cenário e falemos da personagem principal.
O urutau tem um canto notável, mas não canta todo santo dia nem durante o ano todo! A temporada de canto do urutau vai desde o início da primavera até meados do verão, de pouco antes do retorno das chuvas até o auge das altas temperaturas em janeiro — o que resulta poder escutá-lo de finais de agosto até finais de janeiro, muito raramente, fevereiro. Mas, mesmo neste período, é por duas ou três semanas que ouvimos ele cantar, quase sempre no início da temporada (agosto-setembro), no meio da temporada (outubro-novembro) e na parte final da temporada…
O horário do dia também é importante: final de tarde e princípio da noite, horas antes do amanhecer, mas nada impede você de escutar o canto do urutau altas horas da noite. E, felicidade plena! escutar ele volta e meia cantar desde o início da noite até o clarear do dia. Em noites assim, parece que a cada vinte minutos, ele canta intercalado de cinco ou seis minutos, cerca de três a quatro vezes. Ou seja: coisa de nove a doze cantares por hora e meia.
O urutau é também conhecido pelo nome de mãe-da-lua, pois ele canta mais em noites de lua cheia, lua clara. Embora isso seja uma tendência, não é uma verdade plena, pois eu mesmo já escutei urutau cantando em noites de lua nova (pouco depois do escurecer) e também em madrugadas de lua minguante, hora, hora e meia, antes de sair o sol. Existem duas espécies de urutau, ambos presentes no Mato Grosso do Sul. O urutau-grande (Nyctibius grandis), que vive no Pantanal e na Serra da Bodoquena, oeste do MS. E o urutau (Nyctibius griseus) comum, pequeno, que vive em todo MS e mesmo toda Região Centro-Oeste.
O canto do urutau é o que mais chama a atenção sobre o pássaro e é considerado esquisito por alguns; também lúgubre, terrível, agourento, provoca medo e mesmo pavor em muita gente.
Na literatura, eis que aparece lindamente no célebre romance Grande Serão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Riobaldo Tatarana, a personagem central e narradora, nos diz que a mãe da lua, o urutau, canta assim:
— “Floriano, foi, foi, foi”.Eu sou bem menos poético, penso o urutau cantando assim: “Uóóo, uóoo, uooo”. E há quem prefira uma onomatopeia mais simples: “Uuh-uhh-uuh”.
No livro Aves do Brasil – Pantanal & Cerrado (pag.134) o urutau comum canta assim: “u-uá, uá, uó, uo, uu, u” e o texto ainda destaca que o canto começa “forte e vai diminuindo de intensidade” até cessar.
Também há lendas relacionadas ao pássaro, ao urutau. A da Amazônia relata um conflito entre filho e mãe. A que eu mesmo criei e escrevi, está incluída do conto Lendas do Itatim # urutau, relata um mito de amor interrompido pela violência cujo cenário é a Missão de Los Angeles de Taruaty.
Personagem importante neste relato é a professora e pesquisadora Aparecida Maria Benveniste Máximo, que eu conheci ainda quando lecionava na UEMS de Jardim. Ela iniciou uma pesquisa informal sobre o urutau justamente na mata ciliar do Córrego Valeta após um comentário meu de que o urutau estava cantando muito e muito belamente naquele ano, o especial e inesquecível Ano 2000.
Desde então, a doutora Cida Maria — nome pelo qual é conhecida Aparecida Maria Benveniste Máximo, bióloga com doutorado em ornitologia —, passou a vir quase todos os anos, em especial no mês de outubro, nos dias da semana de saco-cheio, para instalar câmeras diurnas e noturnas, fazer passeios de noite com binóculo equipado com infravermelho (e botas de borracha de cano alto, além de macacões que protegem pernas e braços de répteis e insetos), perseguindo o canto do urutau pelas bordas de mata do Córrego Valeta.
Quando escuta, lá vai ela em direção ao local, tentando avistar o pássaro com o binóculo especial para depois fotografar com um super smartphone, com lente móvel, guiada por um laser infravermelho [6]. Nessas ocasiões, eu a aguardo em minha casa que regresse da pesquisa, do safári fotográfico e das gravações do canto, preparando chipa e sopa paraguaia quentinhas, chás de sálvia, capim-cidreira ou papoula (este último, apenas quando ela mesma traz o ingrediente).
Mais um belo dia, ou melhor: numa bela noite, eis que escutamos um inusitado canto de urutau em inusitada oportunidade de pesquisa quando se estabeleceu a pandemia de Covid-19. Foi ainda no primeiro ano, 2020, quando no lusco-fusco, escutamos um canto pra lá de diferentão de urutau. Era assim:
— Uóóo, uóoo, uo-o-o-o!
Se fosse no canto simples, assim seria: “Uuh-uhh-huhuhu”. Na citação de Riobaldo, em Grande Sertão, penso que poderia soar assim: “Floriano, foi, foi, fofofoi”. E na onomatopeia do o livro Aves do Brasil – Pantanal & Cerrado, bem provável que escutaríamos assim: “u-uá, uá, uó, u-ú-ú-úu”.
O canto se repetiu ao longo da temporada, ouvimos em novembro, em dezembro, início de janeiro, não mais em meados de janeiro: calou-se.
Doutora Cida Maria ficou intrigada e se pôs a conjecturar o que poderia ser, representar, aquele estranho canto de um urutau gago! com disfemia! As primeiras considerações foram de que havia tido problemas no seu desenvolvimento, por questões de alimentação e/ou cuidados maternais, parentais. Tanto poderia o problema ser na constituição física e neurológica do filhote, como em alguma contusão leve, algum machucado, por engolir um inseto mais duro, que raspou sua garganta e lhe modificou a siringe. Também que as consequências poderiam ser passageiras, ele cantava assim por ser jovem, não ter amadurecido “a voz”, logo talvez perderia o ulular que caracterizava a parte final do canto.
No ano seguinte, 2021, doutora Cida Maria retornou ainda em agosto, disposta a permanecer toda temporada de canto do urutau pesquisando no Córrego Valeta (para isso, muito contribuiu e possibilitou o sistema de aulas online, remotas, estabelecido em razão da pandemia). E eis que mal se inicia a temporada de canto, lá está! Escutamos de novo o canto do gago, do urutau gago! A Doutora o perseguiu a temporada inteira, filmou e fotografou. E até comparou as fotos com imagens de temporadas anteriores para ver se o identificava com algum indivíduo clicado nas última e penúltima temporadas.
Como parecia que o gago não iria amadurecer seu canto, era uma diferença que ele levaria vida adulta afora, a doutora deduziu que isto poderia afetar a reprodução, talvez nunca arranjasse uma namorada, uma parceira, o urutau gago não seria pai. As fêmeas não se interessariam pelo seu canto, seu chamado seria ignorado, e então, sem acasalar, ele não deixaria descendentes, filhos, sucessores.
Ledo engano! Naquela temporada (2021/22) e nas subsequentes (22/23, 23/24), o que as câmeras de filmagem captaram foram duas, três, até quatro namoradas para o urutau gago. Elas voejavam ao derredor dele e há dois vídeos que flagraram o acasalamento. E fizeram o ninho em áreas de mata do Córrego Valeta, em seu curso superior, desde a primeira região de mata alta, grande, atrás do Rancho S e do Lava Jato Jaguaretê, no segundo bloco de mata, entre as ruas Jade e Marcelino Malhada (região que recebe despejo de água do antigo Auto Posto Sol Nascente).
Também terceira e quarta, áreas que ficam espremidas entre a rua do Contorno e a rua Rodrigo Peixoto, na terceira, o curso do riacho é cortado pelo pontilhão da rua Marcelino Malhada e também pelo pontilhão da rua Alcides de Oliveira Flores (cerca de cem metros a jusante – água abaixo, no curso do ribeirão); na quarta, desta até a rua Garibaldi Grubert e, na quinta, desta até a rua Antônio Pinto Correa Filho. Porém nestas duas últimas áreas, outros machos eram senhores do território e das fêmeas que ali chocaram [7].
Pouco depois o curso d’água adentra terreno da 4ª Companhia cruzando um capão de mato (moradia do urutau batizado de 7, número sete) remanescente que possui diversas árvores de grande porte como peroba, jatobá-mirim, piúvas e os indefectíveis lapachos ou louro-branco, que acompanham quase todo o percurso do Ribeirão Valeta, daí cai na calha maior do rio Miranda formando uma área (algo em torno de quinze hectares) de alagadiços, cuja vegetação é composta de capins rabo-de-burro, sapé, carona, navalha. Verdade que se avista um mandacaru imenso, duas piúvas, uma meia dúzia de lapachos e lá na beira da estrada, um pé de amescla de bom tamanho ladeado por um chico-magro de respeito. Depois desse “brejão” (que apelidou a vila lindeira dele, do outro lado da estrada, esta que recebe oficialmente o nome de Vila Major Costa) o Valeta vai entregar suas águas para o curso do rio Miranda — outrora nominado Mbotetei e também Mondego.
Doutora Cida Maria filmou com drone e mapeou toda área da microbacia do Córrego Valeta, em especial sua mata ciliar. Ela considerou o habitat um refúgio para a vida selvagem e ainda mais para os nictibiídeos, a ordem do urutau. Como fatores positivos citou além das espécies arbóreas, a quantidade de insetos que ali vão ter e/ou vivem, muitos deles atraídos pela iluminação das ruas próximas ou pelo mau cheiro dos esgotos que atrai muitas moscas. O reduzido número de predadores para o urutau, pois não se descarta que iraras, jaguatiricas e gatos do mato os predem e comam.
Sobre o urutau gago, a doutora considera que ele teve um apogeu, um ápice reprodutivo nas temporadas do último ano de pandemia e no pós-pandemia, mas o retorno da normalidade reduziu o numero de insetos na microbacia do Valeta. O urutau gago se refugiou no primeiro caponete de mato do curso superior do Valeta. Dos sete urutaus machos que havia entre 2021 e 2024, restaram morando nas matas ciliares do Valeta apenas quatro e oito fêmeas. É possível que com a diminuição de insetos, alimentos, os três desaparecidos tenham migrado, voado em busca de novas moradias, novos caponetes de mata.
E agora o comunicado mais triste: nesta última temporada, 2025/26, não foi ouvido nem registrado nos gravadores da pesquisa de doutora Cida Maria o canto do urutau gago nas matas ciliares do Córrego Valeta! Nada, nadinha de nada. Silêncio. Os cantos escutados por mim entre a rua Marcelino Malhada e a Alcides de Oliveira Flores são cantos tradicionais, normais, sem o cacarejo da parte final.
Doutora Cida Maria considera que ele possa ter migrado, voado em busca de outro local para moradia. Sendo assim, ele pode ter cruzado a área de campo detrás do Instituto Federal, ido se fixar pros lados da Horta (na Segunda Curva), mesmo no capão de mato à beira da BR-060 e mesmo ainda mais distante, já nas bordas de matas remanescentes da antiga propriedade de dona Julieta Medeiros.
Doutora Cida Maria considera isso uma modificação comportamental, pois o mais observável era os urutaus jovens saírem em busca de um local para morar e atrair fêmeas para seu território nas temporadas seguintes. E no Córrego Valeta parece ser dar o contrário, o urutau permanece, canta e se reproduz por quatro ou cinco temporadas, e depois, já bem adulto e maduro, voa em busca de novo território deixando o local em que nasceu e viveu um bom período para os filhos, as novas gerações que ali nasceram e irão permanecer algo em torno de cinco anos, um lustro, para elas efetuarem a migração.
E o leitor, já escutou o canto de um urutau na natureza? [8] De curiango, de suindara, de seriema ou arancuã? Gosta de plantas e bichos, pretende estudar e ser um pesquisador do mundo natural, de aves noturnas ou diurnas? Penso que você poderá tentar… Já a/o vejo descobrindo e pesquisando algo tão espetacular quanto a doutora Cida Maria fez: um urutau gago.
— Floriano, foi, fofofo, fofoi…!!!
(*) Nasceu em 08 de janeiro de 1965 em Guia Lopes da Laguna MS, capricorniano com ascendente em aquário; escritor, ex-professor e jornalista, pesquisador da história e cultura do Mato Grosso do Sul que transforma em relatos ficcionais versando sobre os elementos culturais identitários e simbólicos do MS. Já publicou dezoito livros de contos, entre os quais: Punhal enluarado; Lá vai a Chalana…; Guarânias dizem adeus; Onça Pitoca; Roda de tereré literária; Tereré sem anestesia; Mitologia Pantanal; Cine Fronteira; Octaedro, uma novela fronteiriça; Pantanal Folk, Guadakan & Caaguasu. É membro da União Brasileira de Escritores – MS.
Notas:
1- localizada na região sudoeste do MS, surgiu de um acampamento de trabalhadores da Companhia de Sapadores que rasgava as estradas da Fronteira, rumo a Bela Vista e Porto Murtinho; a vila foi criada em 14 de maio de 1946, o município em 11 de dezembro de 1953.
2- terras ocupadas pelo casal José Francisco Lopes e Rafaela Senhorinha da Conceição Barbosa Lopes, em meados do século 19, moradores brancos pioneiros da região incorporada em definitivo ao Brasil em 1872 através do Tratado assinado entre Brasil e Paraguai.
3- “aves noturnas, solitárias, de grandes olhos, pousam imóveis em posição vertical nos galhos secos e camuflam-se com seu colorido críptico”.
4- instituída em 1943, durante a presidência de Getúlio Vargas; foi extinta em 1986, quanto se estabeleceu um aquartelamento militar: 4ª Companhia de Combate Mecanizada (4ª Cia Cmt Mec) em funcionamento deste então.
5- Os jardinense assim chamam o campo de pouco da cidade, com pista pavimentada, mas curta, o que impossibilita pouso e decolagem de aviões de grande porte; o aeroporto que estava destinado a cidade foi recusado, em seguida o projeto foi transferido para e construído em Bonito-MS, no intuito de conectar e agilizar a logística de transportes para receber os turistas que visitam os receptivos de ecoturismo de Bodoquena, Bonito e Jardim.
6- Eu, que sou analógico, fico ´babando´ com os equipamentos de pesquisa da doutora Cida Maria
7- O urutau coloca e choca um único ovo na ponta de um galho seco (entre um e dois metros de altura, três, no máximo) e ali mesmo cria o filhote até este conseguir voar.
8- Se o leitor decidir vir até Jardim, além de conhecer o Córrego Valeta, pode fazer três super passeios ecoturísticos: Buraco das Araras, Lagoa Misteriosa e Ecopark (antigo balneário municipal à beira do Rio Prata; também visitar locais turísticos ligados a episódios acontecidos durante a Retirada da Laguna, o Cambaracê e o Cemitério dos Heróis; ou mesmo o Museu da Retirada da Laguna, localizado na 4ª Cia Cmt Mec, com entrada pela rodovia da ponte velha, que liga Jardim a Guia Lopes da Laguna. Também pode conseguir ver o Museu dos Funcionários da CER-3, localizado na 4ª Cia Cmt Mec, este abriga objetos da época de funcionamento da instituição e período de formação e fixação de memórias dos habitantes e seus descendentes, tais como fotografias, objetos de trabalho, os imensos projetores do Cine Jardim.



