Juca Vinhedo –
A FRASE
“O Lar do Idoso realiza um trabalho essencial para Dourados”. Os mantenedores dedicam seu tempo de forma voluntária para cuidar daqueles que tanto contribuíram com a sociedade ao longo da vida, e a prefeitura é parceira dessa causa e continuará apoiando iniciativas que ajudem a fortalecer a instituição”. (Prefeito Marçal Filho, em reunião com a diretoria do Lar do Idoso, que aconteceu quinta-feira, 11).
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Pista Livre
Depois de ficar quase cinco anos fechado, o Aeroporto Regional de Dourados voltou a mostrar sua força. Nos primeiros cinco meses deste ano, foram 27,6 mil embarques e desembarques. Desde a retomada dos voos comerciais, em setembro de 2025, o movimento já se aproxima de 40 mil passageiros.
Decolagem
Os números cresceram na mesma velocidade da ampliação dos voos. Quando a operação passou a ser diária, o aeroporto registrou quase 8 mil embarques e desembarques por mês. O desempenho reforça um argumento antigo: Dourados tem mercado suficiente para atrair novas companhias aéreas.
Efeito colateral
Quem comemora não é apenas o setor aéreo. O fortalecimento do aeroporto impulsiona o turismo de eventos, que cresceu 48% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado. Hotéis, restaurantes, comércio e serviços agradecem a movimentação cada vez maior de visitantes na cidade.
Nova possibilidade
A Câmara Municipal de Dourados estuda construir sua futura sede em uma área pública localizada no Parque Arnulpho Fioravante. A proposta surgiu após estudos indicarem que o prédio atualmente em reforma na Avenida Marcelino Pires poderá não atender, de forma definitiva, às necessidades futuras do Poder Legislativo.
Destino em Estudo
Enquanto avalia a construção de uma nova estrutura, a Câmara também busca uma destinação para o imóvel da Avenida Marcelino Pires. Uma das possibilidades em análise é a utilização do espaço pelo Previd, que realizou visita técnica ao local para avaliar a viabilidade de instalar ali sua futura sede própria.
Planejamento
Segundo a presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla, a decisão será baseada em estudos técnicos, jurídicos, patrimoniais e orçamentários. A intenção é encontrar uma solução que preserve os recursos já investidos, garanta melhor atendimento à população e ofereça condições adequadas para a expansão das atividades legislativas nos próximos anos.
Combinado no PL
O ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente regional do PL, garante que continua seguindo o acordo firmado quando ingressou no partido. Segundo ele, uma vaga ao Senado seria dele e a segunda definida por pesquisas. Até aqui, o ex-governador diz apenas cumprir o que foi pactuado.
Pesquisa em campo
Para evitar questionamentos, o PL encomendou duas pesquisas diferentes para medir a força dos pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul. O problema é que pesquisa só serve quando confirma a preferência de todos. Quando aponta outro caminho, sempre aparece alguém disposto a discutir números, critérios e metodologia.
Capítulo sem fim
A definição da chapa do PL para deputado federal continua travada em Mato Grosso do Sul à espera de um desfecho na disputa pelo Senado. O deputado federal Marcos Pollon mantém a convicção de que será o escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro e não demonstra disposição para discutir alternativas. Enquanto isso, o partido segue aguardando o próximo capítulo da novela.
Efeito colateral
A indefinição de Pollon não afeta apenas sua própria candidatura. Outros pré-candidatos aguardam a decisão para saber qual caminho seguir na eleição de 2026. Entre eles estão Rafael Tavares e até integrantes da própria família Pollon, que dependem da acomodação das vagas disponíveis.
Projeto em debate
O deputado federal Beto Pereira apresentou projeto de lei que busca estabelecer critérios objetivos para definir o chamado “notável saber jurídico”, requisito exigido para a nomeação de ministros dos tribunais superiores e de outras cortes. A proposta foi protocolada na Câmara dos Deputados e começará a tramitar pelas comissões temáticas.
Critérios definidos
Entre os parâmetros sugeridos pelo projeto estão titulação acadêmica, produção científica, atuação no magistério superior, experiência profissional relevante e reconhecimento da comunidade jurídica. Segundo o parlamentar, a intenção é reduzir a subjetividade atualmente existente nos processos de indicação.
Discussão ampla
Além da regulamentação do conceito de “notável saber jurídico”, Beto Pereira defende que o Congresso amplie o debate sobre o funcionamento do Judiciário. Entre os temas mencionados pelo deputado estão a adoção de mandatos para ministros do STF e regras para o exercício da advocacia após a passagem pelos tribunais superiores.
Vídeo derrubado
O TRE-MS determinou que o deputado estadual João Henrique Catan retire das redes sociais um vídeo produzido com Inteligência Artificial contendo críticas ao governador Eduardo Riedel. A decisão também proibiu novos impulsionamentos do material e fixou multa diária em caso de descumprimento. Catan classificou a medida como censura e afirmou que se tratava de sátira política.
Limites da tecnologia
A decisão judicial chama atenção para um tema que estará no centro das eleições de 2026: o uso da Inteligência Artificial. A tecnologia pode ser uma ferramenta legítima de comunicação, mas a Justiça Eleitoral deixa claro que seu uso deve obedecer às regras de transparência para evitar que o eleitor seja induzido ao erro.
Debate qualificado
Ao determinar a retirada do conteúdo, o juiz Fernando Duque Estrada destacou a necessidade de preservar a qualidade do debate político. Em tempos de vídeos hiper-realistas e conteúdos sintéticos cada vez mais sofisticados, a preocupação com a desinformação deixou de ser hipótese para se tornar uma realidade concreta.
Fiscalização atenta
Independentemente da posição política de cada um, a atuação da Justiça Eleitoral demonstra que as regras da pré-campanha já estão valendo na prática. O recado é simples: a disputa eleitoral pode ser dura, mas deve ocorrer dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Para a democracia, isso costuma ser uma boa notícia.
Conta difícil
A matemática da Prefeitura de Campo Grande parece funcionar de forma curiosa. Para reajustar o salário da prefeita Adriane Lopes em 50% e o dos secretários em mais de 100%, havia espaço no orçamento. Já para conceder 5,4% aos professores, a alegação é de falta de recursos. Pelo visto, a crise financeira atinge alguns setores com mais intensidade do que outros.
Culpa de Brasília
Diante da paralisação dos professores, Adriane Lopes encontrou um responsável: o presidente Lula. Segundo a prefeita, o problema surgiu porque o Governo Federal reajustou o piso nacional do magistério. Faltou explicar por que o aumento dos salários do primeiro escalão não provocou a mesma preocupação. Para os professores, a justificativa soou mais política do que administrativa.
Promessa de campanha
Em período eleitoral, políticos costumam aparecer sorridentes ao lado de categorias estratégicas. Depois da posse, a realidade costuma ser outra. Os professores de Campo Grande alegam que a defesa do piso nacional ficou nas fotografias da campanha e não chegou ao contracheque. Agora, a categoria promete cobrar nas ruas aquilo que acredita ter sido prometido nos palanques.
Pedido de independência
Fortalecido pela chegada de três parlamentares na janela partidária, o Republicanos decidiu reivindicar voo próprio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Com quatro deputados, o partido conquistou o direito de formar bancada e agora quer atuar com mais autonomia nas negociações internas da Casa.
Efeito dominó
A saída do Republicanos dos blocos parlamentares não parece tão simples quanto pode parecer à primeira vista. O movimento obriga os deputados a refazerem contas, rearranjarem lideranças e redistribuírem integrantes para evitar o desaparecimento de um dos blocos atualmente existentes.
Engenharia política
Nos bastidores da Assembleia, a discussão vai muito além de nomes e partidos. A composição dos blocos influencia diretamente a ocupação de espaços estratégicos, como comissões permanentes, relatorias e acordos de tramitação. Por isso, qualquer mudança provoca repercussões em toda a estrutura da Casa.
Novo cenário
A movimentação do Republicanos mostra que a janela partidária continua produzindo efeitos mesmo após o encerramento das trocas de legenda. Com uma bancada própria, o partido passa a ter mais peso político e maior poder de negociação, alterando o equilíbrio interno entre as forças que dão sustentação ao governo estadual.
Julgamento suspenso
O julgamento no TSE sobre a decisão que suspendeu a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com isso, a análise do caso ficará temporariamente paralisada até que o processo retorne à pauta da corte.
Busca por consenso
Antes da retomada do julgamento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pretende promover reuniões com integrantes da corte e representantes dos institutos de pesquisa. A intenção é discutir critérios e parâmetros que poderão orientar a realização e a análise de levantamentos eleitorais em 2026.
Debate sobre metodologia
A controvérsia teve origem em uma pesquisa que avaliava cenários eleitorais e incluía, em uma das etapas do questionário, referências a um episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República pelo PL. A defesa da suspensão argumentou que a estrutura da pesquisa poderia influenciar a percepção dos entrevistados.
Regras para 2026
Nos bastidores do tribunal, a expectativa é que o caso contribua para definir entendimentos sobre o uso de pesquisas durante o período pré-eleitoral. A discussão envolve questões metodológicas, transparência dos levantamentos e os limites da atuação da Justiça Eleitoral diante de eventuais questionamentos apresentados por candidatos e partidos.
Rota do STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar barrar projetos aprovados pelo Senado que, segundo o governo, podem gerar forte impacto nas contas públicas. A medida foi definida um dia após a aprovação das propostas pelos senadores.
Conta bilionária
De acordo com estimativas do governo federal, os projetos aprovados pelo Senado podem representar impacto superior a R$ 800 bilhões ao longo dos próximos 13 anos. Entre as matérias estão propostas relacionadas ao piso salarial dos médicos, aposentadoria de agentes comunitários e renegociação de dívidas rurais.
Responsabilidade Fiscal
A estratégia do Palácio do Planalto será sustentar, no STF, que a criação de novas despesas permanentes deve estar acompanhada da indicação das respectivas fontes de compensação financeira. O governo defende que a responsabilidade fiscal deve ser observada por todos os Poderes da República, e não apenas pelo Executivo.




