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MS: criança quebra os braços na escola e família denuncia omissão de socorro

Redação –

O acidente aconteceu na tarde de 25 de maio, e a família acusa a unidade de ensino de ter sido negligente por não ter acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou o Corpo de Bombeiros para prestar atendimento à criança. Um menino de 5 anos fraturou os dois punhos após cair de um brinquedo no parquinho da Escola Municipal, localizada na Vila Santa Luzia, em Campo Grande.

A mãe do aluno, a motorista de aplicativo Gabriela das Novas Pereira, de 29 anos, detalhou para o site TopMídiaNews que recebeu uma ligação da escola por volta das 16h informando que o filho havia sofrido uma queda durante o período de aula.

Ao chegar à unidade, Gabriela encontrou o menino no colo de uma monitora. Ela relata que a criança estava muito abatida, chorava e não conseguia explicar o que havia acontecido. “Ele estava bem molinho, sem falar nada. A gente ficou muito preocupado porque ele só queria dormir”, contou.

Diante da situação, os pais levaram o filho por conta própria para a UPA Vila Almeida. De acordo com a mãe, nenhum representante da escola acompanhou a família até a unidade de saúde.

Na UPA, o pequeno recebeu atendimento médico e foi encaminhado para a Santa Casa, onde passou por exames, incluindo tomografia do crânio e radiografias dos braços. Os exames apontaram fratura bilateral na extremidade distal do rádio, região próxima aos punhos.

Segundo a família, apenas no dia seguinte o menino conseguiu relatar como ocorreu o acidente. Conforme o relato da criança, ele caiu de uma parte elevada do parquinho enquanto brincava com outras crianças.

O garoto iniciou acompanhamento ortopédico no CEM (Centro de Especialidades Médicas) em 29 de maio. Ele permanecerá com os dois braços engessados por 45 dias e tem retorno marcado para 14 de julho.

A recuperação tem impactado diretamente a rotina da família. Gabriela afirma que precisou interromper o trabalho para cuidar do filho, que atualmente depende de ajuda para atividades básicas. “Ele precisa de auxílio para comer, tomar banho e até para ir ao banheiro porque sente muita dor”, disse.

A família registrou boletim de ocorrência na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e solicitou exame de corpo de delito.

Além da denúncia sobre o acidente, os pais afirmam que solicitaram atendimento pedagógico domiciliar para que o menino não fique sem acompanhar as atividades escolares durante o período de recuperação. No entanto, quase 20 dias após o acidente, a família diz ainda não ter recebido informações sobre quando o serviço será disponibilizado.

Gabriela também procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para denunciar o caso. Segundo ela, foi informada de que a pasta tem prazo de até 30 dias para apurar os fatos.

Para a mãe, a principal falha foi a ausência de atendimento de emergência logo após a queda. “Uma criança de 5 anos caiu, não conseguia falar e só queria dormir. O que a gente questiona é por que não chamaram socorro”, afirmou.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação para falar sobre o caso, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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