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MS: mulher é presa suspeita de causar queimaduras graves na filha de 2 anos

Redação –

Uma mulher de 27 anos foi presa nesta terça-feira (10) suspeita de provocar queimaduras graves na própria filha, de apenas 2 anos, na Aldeia Lima Campo, em Ponta Porã, região de fronteira com o Paraguai. A criança sofreu queimaduras de segundo grau no rosto e precisou ser transferida para Dourados por meio do sistema de vaga zero devido à gravidade dos ferimentos.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Militar após uma liderança indígena comunicar a situação às autoridades. Quando os policiais chegaram à aldeia, a menina já havia sido encaminhada para atendimento médico.

Conforme relatos de testemunhas, a mãe teria se irritado após a criança reclamar de fome. Em determinado momento, a suspeita, que estava com uma panela contendo caldo quente, teria lançado o líquido contra o rosto da filha.

O avô materno da vítima contou aos policiais que ouviu os gritos da neta e, ao verificar o que havia ocorrido, encontrou a filha segurando a menina já ferida. Segundo o relato, a mulher teria admitido que estava com muita raiva no momento da agressão.

Moradores da aldeia prestaram os primeiros socorros e encaminharam a criança para a unidade de saúde local. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Regional de Ponta Porã. Devido à extensão das queimaduras, a equipe médica solicitou a remoção para uma unidade especializada em Dourados.

De acordo com informações repassadas pelos profissionais de saúde, a menina sofreu queimaduras de segundo grau na região do rosto e permaneceu sob cuidados médicos especializados.

O boletim de ocorrência também registra relatos de testemunhas que apontam possíveis episódios anteriores de agressão contra a criança. As informações serão apuradas durante as investigações.

A suspeita foi localizada na aldeia e encaminhada à delegacia. Segundo a polícia, ela apresentava sinais de embriaguez e não conseguiu fornecer esclarecimentos consistentes sobre o caso.

O Conselho Tutelar acompanhou o atendimento da ocorrência. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da agressão e o histórico familiar da vítima.

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