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Paraguaios são executados em fazenda

Porto Murtinho – 24/04/2009

Felipe Carvalho, de 24 anos, e Jerônimo Sanabria, de 22 anos, ambos paraguaios, furam brutalmente assassinados durante emboscada em uma fazenda localizada no Pantanal, região do Nabileque, no município de Porto Murtinho. O crime aconteceu no último domingo (19) mas só ontem os corpos foram localizados. As vítimas foram executadas a tiros de pistola, segundo a polícia.
Felipe e Jerônimo estavam desaparecidos desde o dia 12 de abril. A Polícia Civil de Porto Murtinho foi procurada por dois homens, no domingo, acompanhados do comandante da Marinha paraguaia, capitão Bogarin. Eles estavam em busca de informações sobre Felipe e Jerônimo, sabiam apenas que os paraguaios estariam trabalhando em uma fazenda na região do Nabileque.
Depois da divulgação do desaparecimento dos dois rapazes, uma rádio do Paraguai passou a receber informações de que Jerônimo e Felipe foram mortos. A polícia de Porto Murtinho já havia recebido denuncias de que na região do desaparecimento dos dois estavam ocorrendo vários assassinatos.
A partir dessas informações, uma operação envolvendo policiais civis, militares, ambientais, além de homens do exército e da marinha foi montada para procurar os jovens.
Na quarta-feira (22), por volta das 17 horas, o grupo formado por 18 homens deu inicio à Operação Nabileque. Como o local é distante e de difícil acesso, o grupo seguiu pelo rio Paraguai, onde teve que acampar à noite do destacamento de Barranco Branco. Ontem (23), por volta das 7 horas, os policiais chegaram até a fazenda da Braga Cue, de propriedade de José Aranda, onde, segundo informações, os dois desaparecidos estariam.
Tiros e morte
Ao chegarem à propriedade, localizada cerca de 150 quilômetros de Porto Murtinho, o administrador da fazenda Elioney Salvador Barbosa Pires, 30 anos, recebeu voz de prisão, reagiu e trocou tiros com os policiais. Ele acabou morto. Isso aconteceu por volta das 19h30 de quinta-feira.
Em seguida os policias encontraram Vanderlei Antunes Pinto, de 55 anos, e seu filho Hernan Antunes Pinto, de 22 anos, peões da fazenda, que confessaram terem matado Felipe e Jerônimo.
Vanderlei disse aos policiais que os jovens estavam roubando gado na fazenda, por isso que foram mortos. Ele relatou que Felipe foi morto com quatro tiros, já Jerônimo com um tiro na cabeça. Os corpos em decomposição foram encontrados enterrados em um brejo na região da fazenda.
Na delegacia, conforme informações da Polícia Civil, Vanderlei disse que ele e seu filho foram contratados para proteger a fazenda de roubo de gados. Segundo ele, a ordem era para matar quem fosse flagrado cometendo o crime.
Ainda conforme a polícia, familiares disseram que os jovens receberam um telefonema informando para eles irem até à fazenda onde “receberiam um dinheiro”. Ao chegarem na sede, Jerônimo e Felipe foram mortos. Seria uma emboscada, portanto.
Um dos jovens chegou a trabalhar na fazenda cerca de 6 meses. Um terceiro homem teria ajudado pai e filho a enterrar os dois corpos. A polícia suspeita que Vanderlei e Hernan já cometeram outros homicídios na região.
Os corpos deverão ser retirados do local onde foram enterrados apenas nesta sexta-feira, por uma empresa funerária.
Os policiais que participaram da operação relataram ao Midiamax que ficaram impressionados com a frieza dos assassinos. “Eles mataram os dois rapazes como se fosse um animal qualquer. Eles não mostraram arrependimento”, relatou um dos policiais.
Ainda na fazenda os policiais prenderam outros 12 homens por porte ilegal de arma, entre eles, João Antonio Leandro da Silva, 47 anos, Alcides Branco, 44 anos, Alex Vilalba Ferreira, 28 anos, e Radames Bresolin, 37 anos, uma pistolas 9 milímetros, uma espingarda carabina, duas pistolas calibre 380, três revólveres, um revólver calibre 38 e um calibre 32. Além de muita munição.
Todos os presos foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho, onde nesta sexta-feira serão ouvidos pelo delegado Valdomiro Aguileira de Guia Lopes.

Fonte: Midia Max

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