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Vereador pode ser preso por agredir e ameaçar a mulher

Geral – 24/04/2009

O vereador do município de Figueirão Milton Alves Pereira, de 42 anos, do PMDB, conhecido na cidade de quatro mil habitantes como o “Tigrão”, é investigado pela Polícia Civil por ter supostamente batido e ameaçado a mulher de morte.
A justiça determinou que ele mantivesse a distância de 500 metros da família, mas, segundo boletim policial, ele descumpriu a medida e invadiu a casa com duas armas na mão. Ele pode ser preso por isso.
O caso é mantido em sigilo, cercado de mistério. O vereador narra uma história bem diferente da divulgada pela polícia. Disse que é vítima de um complô e que “ama demais” a mulher Rosângela Alves Custódio, 19 anos mais nova do que ele.
Boletim registrado por policiais militares da cidade afirma que o pai de Rosângela, Sudalydio Pimenta Custódio, 44 anos, denunciou no dia 16 deste mês que o vereador batia na filha e que ela queria a separação.
O caso chegou às mãos do juiz de Costa Rica, cidade 70 quilômetros longe dali. A cidade não possui fórum, apenas um destacamento da Polícia Militar. Três dias depois (19), o magistrado determinou que o vereador não se aproximasse da mulher, nem da família dela.
No dia 20, contudo, o vereador invadiu a casa dos pais da ex-mulher com um revólver calibre 38 e uma espingarda, como consta no boletim. Para o sogro, o parlamentar queria matar Rosangela, salva por duas pessoas, segundo a família. A polícia foi acionada, mas o vereador saiu antes.
Ainda de acordo com o sogro, Rosângela teria dito que apanhava com frequência do marido.
Outro lado
O vereador conhecido como Tigrão disse que “jamais” espancou a mulher e que no dia 20 foi atrás dela por outra razão: era ele quem queria morrer.
Ele disse ao Midiamax, por telefone, que ainda não sabia da determinação judicial e, por isso, foi à casa da família da mulher.
Tigrão sustentou no diálogo com a reportagem que estava “triste demais” porque Rosângela tinha ido embora no dia 16, e que desde então a vida dele “perdeu o sentido”.
Ele contraria a informação da polícia, de que foi a casa com duas armas. “Fui lá só com um revólver 38”, afirma.
O vereador conta que a idéia era “ouvir a melodia ‘Vai dar Certo’, de Zezé di Camargo e Luciano, e depois, na frente dela [Rosângela] se matar”.
“Ia fazer isso para mostrar o quanto estava profundamente triste com ela Não sei a razão dessa denúncia, não sei, nunca fiz mal algum a essa mulher, só o bem”.
Antes de sair de casa com o propósito de se matar em frente à mulher, ele disse ter revelado sua intenção a duas pessoas: o filho de 17 anos ano do primeiro casamento e o cunhado, irmão de Rosângela.
Tigrão teria avisado o filho, dado a ele a senha do cartão bancário, e saído disposto a não voltar mais vivo para a casa.
A versão do vereador fica duvidosa quando ele narra à razão pela qual desistira do suicídio.
Tigrão afirmou ter chegado à casa de Rosangela com a arma encostada na cabeça e logo dito: “vou me matar”, .
A mulher teria gritado: “não faça isso, Milton”. E ele fora embora sem dizer nada.
O vereador tinha 35 anos de idade quando se juntara a Rosangela, à época com 16 anos. “De lá prá cá fiz tudo por ela, dei faculdade, carinho, tudo, até briguei com o prefeito da cidade para arranjar um emprego a ela”, disse. E o prefeito teria empregado Rosângela como professora no município.
Milton, o Tigrão, disse que declarava seu amor por Rosângela em quase todas as sessões da Câmara dos Vereadores. “Está tudo registrado, tudo”.
Ele revelou que a “única” vez que discutiu com a mulher foi em casa, quando os dois se desentenderam porque ela conversava com “uns rapazes” pela internet. “Peguei no braço dela e disse: para com isso, vamos viver nossa vida”.
O delegado Arivaldo Teixeira, de Costa Rica, é quem cuida do caso. “A investigação é sigilosa, não vou comentar nada sobre isso”, limitou-se o policial.

Fonte: Midia Max

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