Prefeitura teria cobrado R$ 100 mil por área no Distrito Industrial
Naviraí – 24/04/2009
O empresário Nelson dos Santos, proprietário da Mefi (prestadora de serviços de montagem de usinas) está procurando os meios de comunicação de Naviraí para que abram espaço para que ele diga que houve membros da administração municipal que negociaram a liberação de um terreno no Distrito Industrial, cobrando R$ 100 mil. Nelson declarou que está disposto a entregar para a Promotoria de Justiça um cheque e cópia de outros quatro, e mais dois recibos assinados por funcionários do primeiro e segundo escalão da Prefeitura. Ele afirma que se coloca à disposição para esclarecimentos ao Ministério Púbico.O empresário reclama ao dizer que por força de lei municipal, as áreas de terra do espaço entre o Jardim Paraíso e o Trevo das Araras são doadas de forma gratuita, como forma de incentivo para empresas que tenham sido aprovadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico.Nelson relatou que no ano passado, o prefeito Zelmo de Brida (PMDB) o levou para ver um terreno, entre a C Vale e o Trevo das Araras, e que em seguida pediu para que ele falasse com o então chefe de gabinete e agora gerente-geral, Gilberto Pimpinatti. Houve a negociação e pediram R$ 60 mil, com retirada feita pelo João Marcos Rosa (então gerente-geral, que assina o primeiro de dois recibos), e foram dados três cheques de R$ 20 mil.De acordo com Nelson, ele não queria pagar por uma área que deveria ser doada, mas acreditava que valia a pena, pois seria para o bem do crescimento de sua empresa, porém, começou a ficar indignado quando quiseram ganhar mais R$ 40 mil e enviaram o Cicinho (o atual gerente de Núcleo de Habitação Cícero dos Santos). Ele gravou a conversa da segunda negociação e guardou os dois recibos (Cícero assinou o segundo recibo).Para conquistar o terreno do Distrito Industrial, Nelson teve que dar cinco cheques de R$ 20 mil, e um deles acabou sendo devolvido, devido a crise financeira, e as dívidas não pagas pela Usinav. Então ele teve que quitar a parcela e resgatou um dos cheques, que estava com um empresário do ramo de construção em Naviraí, mas teve que dispor de um terreno (15×30 metros) localizado no loteamento da Cia Portal, que segundo ele está avaliado em R$ 40 mil, e que foi passado pra o nome de um funcionário da Prefeitura (o nome ele não quis revelar, mas diz que se preciso for, revela na hora certa, para a Justiça). No verso do cheque (agência do Banco do Brasil, de Naviraí número 61.604 N.A. dos Santos) havia a observação com o nome Zelmo escrito à lápis. Os outros quatro cheques (datados de dias 15, entre novembro de 2008 e março de 2009), hoje, segundo Nelson provavelmente estão em poder de João Marcos Rosa e Gilberto Pimpinatti, se eles não tiverem encaminhado para terceiros.O empresário gerador de 91 empregos e que trabalha atualmente na montagem de estruturas de três usinas (Dcoil Iguatemi, São Fernando Dourados e Nova América Caarapó) disse – Estou preparado para responder a qualquer processo, porque eles sempre acreditam que não vai dar em nada, então se não der m nada contra eles, pode dar contra mim. Ele declara que está indignado, porque a Prefeitura doa terreno para quem é de fora da cidade, e cria dificuldades para os empresários locais, que geram empregos aqui, que fazem o dinheiro girar na cidade e ainda têm a coragem e a tranquilidade de tentar nos extorquir, declarou. O sulnews, onde foi publicada inicialmente a matéria, informou que não havia conseguido até a manhã de hoje.
Fonte: Sul News



