Redação –
Um incêndio destruiu uma casa improvisada na Comunidade Água Funda, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, na noite desta quinta-feira (4). Apesar do susto, ninguém ficou ferido, mas a moradora da residência perdeu todos os pertences.
Segundo relatos dos moradores, o fogo começou por volta das 20h30. Pessoas que estavam próximas ouviram gritos de alerta para fogo e correram com baldes de água para ajudar a conter as chamas antes que o incêndio atingisse outras moradias. “Começaram a gritar fogo. Quando saímos para ver, o barraco da vizinha já estava tomado pelas chamas”, relatou a moradora Ana Carolina Antonio, de 24 anos.
Ainda não há confirmação sobre as causas do incêndio. No entanto, moradores acreditam que as chamas possam ter começado após um problema em um botijão de gás ou em decorrência de falhas na fiação elétrica do barraco.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando as equipes chegaram ao local, os próprios moradores já haviam conseguido controlar as chamas.
A preocupação era grande porque os barracos ficam muito próximos uns dos outros, o que poderia provocar uma tragédia de grandes proporções. “Graças a Deus conseguimos apagar. Se o fogo passasse para os outros barracos, poderia acontecer algo muito pior”, contou outro morador.
A dona da residência não estava em casa no momento do incêndio. Apesar de não ter se ferido, ela perdeu tudo o que havia dentro do barraco.
Medo e promessa de casas novas
O episódio reacendeu o sentimento de insegurança entre as famílias que vivem na comunidade. A moradora Ana Carolina também afirma que o medo faz parte da rotina de quem vive no local. “É medo. A situação aqui é muito complicada. Tem muitos idosos com problemas de saúde e quando acontece um incêndio desses as pessoas ficam assustadas. O medo é perder a vida e perder o pouco que temos. Graças a Deus os moradores conseguiram apagar o fogo antes que atingisse outros barracos”, disse.
Ana Carolina também criticou a demora na construção das moradias prometidas para as famílias da comunidade. “Nós estamos esperando essas casas há muito tempo. Disseram que só falta a prefeitura, mas até agora as obras nem começaram. O prazo que passaram é até outubro de 2027. Até lá, continuamos vivendo com medo de situações como essa”, desabafou.
Conforme acordo firmado na Justiça Federal, 91 famílias da Comunidade Indígena Água Funda devem ser contempladas com moradias definitivas. O cronograma prevê a conclusão das obras apenas em 19 outubro de 2027, prazo que os moradores consideram distante diante das condições atuais enfrentadas pela comunidade.



