Juliel Batista –
A deputada estadual Gleice Jane (PT) foi a segunda entrevistada do Especial Eleições 2026, realizado no FolhaCast, da Folha de Dourados. Em uma conversa de mais de uma hora, a parlamentar falou sobre sua trajetória política, as bandeiras que defende na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, os desafios enfrentados como mulher de esquerda na política e as perspectivas para a disputa eleitoral do próximo ano.
Professora da Rede Estadual de Ensino, ex-presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados (Sinted) e militante dos movimentos sociais desde a juventude, Gleice relembrou sua formação política, iniciada ainda na adolescência e fortalecida nos movimentos estudantis, feministas e sindicais. Nascida em São Bernardo do Campo (SP) e criada em Dourados desde os quatro anos de idade, ela atribui sua trajetória à influência das lutas populares e à defesa histórica da educação pública e dos direitos das mulheres.
Durante a entrevista, a deputada também explicou o que motivou sua entrada na política institucional. Segundo ela, a decisão de disputar eleições surgiu após acompanhar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, quando concluiu que era necessário ocupar os espaços de poder para representar pautas ligadas aos trabalhadores, às mulheres e aos movimentos sociais. Desde então, concorreu a cargos eletivos até assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2023.
Ao abordar sua atuação parlamentar, Gleice destacou que sua oposição ao governo estadual não é direcionada à figura do governador Eduardo Riedel, mas ao modelo de gestão adotado no Estado. Entre os principais pontos de divergência estão as políticas ambientais, os incentivos fiscais concedidos a grandes empresas, a valorização dos servidores públicos e as ações de enfrentamento à violência contra as mulheres. A parlamentar também criticou o que considera falta de avanços em propostas voltadas à prevenção do feminicídio e à proteção de grupos vulneráveis.
Para um eventual segundo mandato, Gleice Jane pretende aprofundar sua atuação em temas ligados ao meio ambiente e à economia
Questionada sobre o futuro político, Gleice afirmou que pretende manter as bandeiras históricas de defesa da educação, do serviço público, das mulheres, dos povos indígenas, quilombolas e dos movimentos sociais. Para um eventual segundo mandato, no entanto, ela pretende aprofundar sua atuação em temas ligados ao meio ambiente e à economia, áreas que considera fundamentais para compreender os impactos do atual modelo de desenvolvimento adotado em Mato Grosso do Sul. Confiante para a disputa eleitoral de 2026, a deputada disse acreditar que o reconhecimento do trabalho realizado nos territórios e junto às comunidades será um dos diferenciais de sua campanha.
Assista a entrevista completa gravada no Studio Nexus 5.0:
A seguir, a entrevista:
Quem é Gleice Jane? Conte um pouco da sua trajetória.
Sempre acho difícil falar quem é Gleice Jane, mas contar a trajetória é mais fácil. Nasci em São Bernardo do Campo, em 1979, no período das grandes greves lideradas por Lula. Meu pai era metalúrgico e participou daquele contexto histórico. Depois ele veio para Mato Grosso do Sul e nossa família se estabeleceu primeiro em Mundo Novo. Tenho também uma ligação familiar com Dorcelina Folador. Aos quatro anos de idade vim para Dourados, onde construí toda minha trajetória escolar e política. Cresci no Jardim Água Boa, estudei na Escola Capilé e participei ativamente dos movimentos jovens da Igreja São João Batista. Minha militância começou ainda na juventude e se fortaleceu na universidade, quando passei a atuar no movimento estudantil.
Como foi sua atuação no movimento estudantil e sindical?
Na universidade fui a primeira mulher a presidir o Diretório Central dos Estudantes da UEMS. Nesse período também me envolvi com o movimento feminista, especialmente na Marcha Mundial das Mulheres. Mais tarde fui para o Sinted, onde me tornei a segunda mulher a presidir o sindicato. Minha trajetória sempre esteve ligada à luta sindical, aos movimentos sociais e à defesa dos direitos das mulheres.
O que motivou sua entrada na política institucional?
Sempre entendi que os movimentos sociais e sindicais já são espaços de atuação política. Durante muito tempo me senti realizada nesses espaços e recusava convites para disputar eleições. A mudança aconteceu em 2016, durante o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Eu estava em São Paulo acompanhando a votação e fiquei muito impactada com o que vi. Naquele momento percebi que precisava ocupar também os espaços institucionais. Entendi que não podia deixar esses espaços vazios e que poderia contribuir de forma mais efetiva para representar as pautas que sempre defendi.
Como foi a transição do movimento sindical para a política eleitoral?
Minha primeira candidatura foi para deputada federal, em 2018. Naquele momento eu acreditava que estava cumprindo uma missão política, sem imaginar uma carreira institucional. Fui bem votada em Dourados, o que mostrou a força da educação, dos movimentos sociais e da luta sindical. Em 2020 disputei uma vaga na Câmara Municipal de Dourados e novamente tive uma votação expressiva. Em 2022 fui candidata a deputada estadual e fiquei como suplente. Com o falecimento do deputado Amarildo Cruz, assumi o mandato na Assembleia Legislativa. Foi um processo difícil, marcado por muitas reflexões e aprendizados.
Quais são as principais bandeiras do seu mandato?
Sem dúvida, a educação e os direitos das mulheres. A educação tem um enorme poder transformador e acredito que todas as sociedades desenvolvidas passaram por processos de fortalecimento da educação pública. Sou professora da Rede Estadual e continuo me identificando profundamente com a escola e com a juventude. Já a luta das mulheres é fundamental porque ainda enfrentamos desigualdades e violências estruturais. Defender as mulheres é também defender crianças, jovens e uma sociedade mais justa.
“Sou professora da Rede Estadual e continuo me identificando profundamente com a escola e com a juventude”
Por que a educação ocupa um papel tão central na sua atuação?
Porque ela transforma vidas. Minha própria história foi construída dentro da escola pública. A escola é um espaço de pertencimento, formação cidadã e segurança emocional para crianças e adolescentes. É um ambiente que pode mudar trajetórias e criar oportunidades.

E a pauta das mulheres?
A participação das mulheres na política é relativamente recente quando olhamos para a história. As mulheres sempre fizeram política, mas muitas vezes sem reconhecimento. O movimento de mulheres é essencial para avançarmos em direitos, combatermos a violência e construirmos uma sociedade mais igualitária. Acredito muito na força coletiva das mulheres e no impacto que essa organização tem na transformação social.
“O movimento de mulheres é essencial para avançarmos em direitos, combatermos a violência e construirmos uma sociedade mais igualitária”
Como essas duas pautas dialogam com outras causas que você defende?
É a partir do olhar da educação e das mulheres que construo minha atuação em outras áreas. Isso inclui a defesa dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, da reforma agrária, dos pescadores e das questões ambientais. Essas pautas estão conectadas pela busca por justiça social e qualidade de vida.
Como é ser mulher, professora, parlamentar e de esquerda em um estado considerado conservador?
É um grande desafio. Sou a primeira mulher de esquerda na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e isso naturalmente gera resistência. Muitas vezes enfrento tentativas de silenciamento e episódios de violência política de gênero. Mas também entendo que estou ali representando muitas mulheres. Quando há uma tentativa de silenciar minha voz, não é apenas contra mim, mas contra todas aquelas que represento. Essa consciência me dá força para continuar.
Como você lida com essas dificuldades?
Minha trajetória nos movimentos sociais, no sindicato e no movimento feminista me preparou para enfrentar esses desafios. Não é fácil, mas faz parte do papel que assumi. Tenho a responsabilidade de levar para dentro da Assembleia Legislativa as demandas das mulheres, das periferias, da educação e dos movimentos sociais. Isso exige coragem, mas também compromisso coletivo.
“Tenho a responsabilidade de levar para dentro da Assembleia Legislativa as demandas das mulheres, das periferias, da educação e dos movimentos sociais”
Qual é a principal motivação que a mantém na vida pública?
A crença de que a política pode transformar a vida das pessoas. Minha trajetória sempre foi construída coletivamente, nos movimentos sociais, na educação e nas lutas populares. É esse compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária que continua me movendo.
A senhora tem sido uma das vozes mais contundentes de oposição ao governo Eduardo Riedel na Assembleia Legislativa. Por que essa posição tão crítica em relação à gestão estadual?
Não é uma oposição ao governador Eduardo Riedel enquanto pessoa, mas ao modelo de Estado que ele representa. Vejo com preocupação a política que vem sendo desenvolvida em Mato Grosso do Sul. Um exemplo é a questão da violência contra as mulheres. Tivemos reuniões com o governador, apresentamos propostas e projetos de lei, mas a base governista não permite que avancem. Isso demonstra, na minha avaliação, uma falta de compromisso efetivo com essa pauta.
Quais são os principais pontos de discordância em relação ao modelo de gestão defendido pelo governo?
Um dos temas que mais me preocupa é a relação do Estado com o meio ambiente e os territórios. Apresentamos projetos para restringir ou regulamentar de forma mais rígida a pulverização aérea de agrotóxicos, mas nenhum deles avançou. Isso revela um projeto político e ideológico alinhado a interesses econômicos ligados à exploração da terra, sem o devido compromisso com a saúde da população e a preservação ambiental.
“Apresentamos projetos para restringir ou regulamentar de forma mais rígida a pulverização aérea de agrotóxicos, mas nenhum deles avançou”
Como a senhora relaciona essa discussão ambiental com a qualidade de vida da população?
A pulverização excessiva de agrotóxicos afeta diretamente a vida das pessoas. Estamos falando da qualidade do ar, da água e dos alimentos. Tenho questionado, inclusive, se parte do aumento dos problemas de saúde mental e de outras doenças não está relacionada a esse modelo de desenvolvimento. Precisamos discutir os impactos que essas práticas causam na saúde coletiva.
“enho questionado, inclusive, se parte do aumento dos problemas de saúde mental e de outras doenças não está relacionada a esse modelo de desenvolvimento”
A senhora também tem criticado a expansão da silvicultura no Estado. Qual é sua avaliação sobre esse processo?
O que está acontecendo na região do Bolsão é preocupante. Áreas de Cerrado, que são fundamentais para a recarga hídrica, estão sendo ocupadas por extensas plantações de eucalipto. Costumo chamar isso de “deserto verde”, porque não há biodiversidade como em uma floresta. Especialistas alertam que esse modelo pode comprometer as nascentes e impactar diretamente o Pantanal, aumentando os períodos de seca e os riscos ambientais.
A senhora acredita que o atual modelo econômico pode gerar consequências futuras para o Estado?
Sim. Minha preocupação é justamente com a sustentabilidade desse modelo. Até quando o solo e os recursos naturais vão suportar esse nível de exploração? Precisamos pensar nos impactos de longo prazo, porque os danos ambientais e sociais acabam sendo pagos pela população.
A senhora também questiona as isenções fiscais concedidas pelo Estado. Qual é a principal crítica?
O problema não é incentivar o desenvolvimento, mas para quem esses benefícios são direcionados e quais são os resultados para a sociedade. Enquanto grandes empresas recebem bilhões em incentivos fiscais, os servidores públicos enfrentam perdas salariais e dificuldades. Muitas vezes, quem arca com os custos desse modelo é a população trabalhadora.
” Enquanto grandes empresas recebem bilhões em incentivos fiscais, os servidores públicos enfrentam perdas salariais e dificuldades”
Como a senhora avalia a situação dos servidores públicos estaduais?
Os servidores têm sido prejudicados. Houve reajustes considerados insuficientes e promessas que não foram cumpridas. Professores contratados continuam sem equiparação salarial com os efetivos, aposentados sofrem descontos elevados e categorias da segurança pública também enfrentam problemas relacionados à valorização profissional. Vejo uma disparidade entre os benefícios concedidos a grandes grupos econômicos e o tratamento dado aos servidores.
A senhora ficou conhecida por defender pautas ligadas à segurança pública, especialmente dos policiais civis. Isso surpreendeu parte da opinião pública?
Existe um estereótipo de que a esquerda não apoia as forças de segurança, mas isso não corresponde à realidade. Eu defendo o servidor público. Acredito que profissionais da segurança precisam ser valorizados, capacitados e ter boas condições de trabalho para prestar um serviço de qualidade à população. O mesmo vale para a educação, a saúde e todas as áreas do serviço público.
“Acredito que profissionais da segurança precisam ser valorizados, capacitados e ter boas condições de trabalho para prestar um serviço de qualidade à população”
Uma das suas principais bandeiras é o enfrentamento à violência contra as mulheres. O que seu mandato tem feito nesse sentido?
Temos atuado por meio de projetos de lei, requerimentos e cobranças permanentes ao governo. Um dos projetos propõe a criação de um fundo específico para políticas de proteção às mulheres, o que permitiria identificar claramente quanto o Estado investe nessa área. Também apresentamos propostas voltadas ao atendimento de mulheres com medidas protetivas e à garantia de seus direitos nos ambientes de trabalho.
Esses projetos têm avançado na Assembleia Legislativa?
Infelizmente, muitos deles encontram resistência. Diversas propostas ficam paradas na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) ou são consideradas inconstitucionais. Ainda assim, continuamos insistindo porque entendemos que essas políticas são fundamentais para reduzir a violência de gênero.
A senhora também defende a capacitação dos servidores públicos para lidar com questões de gênero. Por quê?
Porque professores, profissionais da saúde, policiais e outros servidores estão na linha de frente do atendimento à população. Ter formação sobre violência de gênero e direitos das mulheres ajuda a qualificar esse atendimento e fortalecer a rede de proteção. Apresentamos um projeto nesse sentido, mas ele também não avançou.
Na sua avaliação, o que é necessário para reduzir os índices de feminicídio em Mato Grosso do Sul?
Precisamos enfrentar as relações de poder que sustentam a desigualdade entre homens e mulheres. O combate ao feminicídio exige mudanças culturais e educacionais profundas. É necessário investir na autonomia econômica das mulheres, fortalecer políticas públicas de proteção e promover uma transformação social que enfrente a misoginia e a violência de gênero.
“Precisamos enfrentar as relações de poder que sustentam a desigualdade entre homens e mulheres”
Qual é a marca principal do seu mandato?
Nosso mandato busca reduzir desigualdades e ampliar direitos. As pautas das mulheres e da educação continuam centrais, mas o trabalho se expandiu para questões ambientais, direitos dos povos indígenas, comunidades tradicionais, servidores públicos e desenvolvimento sustentável. Já apresentamos mais de 50 projetos de lei com esse objetivo.
Como está a relação entre as mulheres parlamentares da Assembleia Legislativa?
Temos uma relação mais próxima entre as mulheres. Em algumas pautas conseguimos convergir, principalmente no enfrentamento ao feminicídio. Em outras questões, nem sempre estamos juntas, porque existem diferentes contextos políticos. Mas percebo que, especialmente entre mim e a deputada Lia Nogueira, há uma construção muito forte. Dourados nos forjou dentro dessa perspectiva de luta e diálogo.
A deputada Lia Nogueira é uma aliada nessas pautas?
Sim. A Lia é uma grande aliada. Conversamos muito sobre os desafios que enfrentamos e ela também apresenta projetos voltados para essas questões. Temos sido companheiras de trabalho na luta contra a violência contra as mulheres e na defesa dos povos indígenas. Levamos muito da experiência e das lutas de Dourados para dentro da Assembleia Legislativa.
Como está sendo sua pré-campanha para a próxima eleição?
Estou trabalhando. Continuo na mesma intensidade desde que cheguei ao mandato. Quando assumi, ainda me recuperava da síndrome de Guillain-Barré e precisei aprender a dinâmica do Parlamento, porque nunca havia sido parlamentar. Hoje sigo trabalhando da mesma forma, atendendo cada vez mais demandas e ouvindo diferentes segmentos da sociedade.

Como tem sido essa aproximação com novos setores da sociedade?
Ela acontece de forma muito natural. Os pescadores, por exemplo, procuraram meu gabinete pedindo apoio. Eu disse que não conhecia a realidade deles e que precisaria aprender. Desde então, passei a acompanhá-los nos rios, ouvindo suas demandas e entendendo de perto seus desafios. Faço o mesmo com indígenas, moradores das periferias e diversos outros grupos. Nunca deixei de estar nos territórios.
“Os pescadores, por exemplo, procuraram meu gabinete pedindo apoio. Eu disse que não conhecia a realidade deles e que precisaria aprender”
Então a pré-campanha é uma continuidade do trabalho parlamentar?
Exatamente. Para mim, política não acontece apenas em ano eleitoral. Política acontece todos os dias. Essa é uma característica que trouxe do movimento sindical. O trabalho é permanente, de janeiro a janeiro. Por isso, conciliar pré-campanha e mandato tem sido algo muito natural.
“Para mim, política não acontece apenas em ano eleitoral. Política acontece todos os dias. Essa é uma característica que trouxe do movimento sindical”
A senhora está confiante para a disputa eleitoral?
Gleice Jane: Estou muito confiante. Percebo que as pessoas reconhecem o trabalho que realizamos e enxergam diferença na forma como atuamos. Muitas comentam que estamos presentes durante todo o tempo, ouvindo e acompanhando as demandas, e não apenas em período eleitoral. Isso é algo que as pessoas valorizam.
O que diferencia sua forma de fazer política?
Apresentamos um modelo baseado na escuta e na presença nos territórios. É visitar comunidades, conversar com moradores das periferias, tomar um café na casa das pessoas e entender os problemas reais para levar essas demandas à Assembleia. Foi assim que construímos nosso mandato.
E se o resultado eleitoral não for favorável?
Estou muito tranquila. A população é quem decide e eu respeito profundamente a democracia. Sou professora concursada da Rede Estadual e gosto muito da minha profissão. Se não continuar no mandato, volto para a escola feliz da vida. Estou aqui prestando um serviço público e cabe à população escolher.
As bandeiras defendidas em 2022 serão mantidas em uma eventual nova legislatura?
Sim. Quando assumimos o mandato, o lema era “as nossas lutas tomam posse”. Levamos para dentro da Assembleia todas as lutas históricas que construímos ao longo da trajetória política, e elas continuam presentes no mandato.
” Levamos para dentro da Assembleia todas as lutas históricas que construímos ao longo da trajetória política”
O que muda para um possível segundo mandato?
O primeiro mandato foi um período de compreensão da realidade do Estado e de ampliação das pautas. Agora quero aprofundar alguns temas, especialmente as questões ambientais e econômicas. São pautas que dialogam diretamente com todas as outras lutas que defendemos.
Quais pautas permanecem como prioridade?
A defesa do serviço público, dos servidores, da educação, dos direitos dos trabalhadores, dos povos indígenas, dos povos quilombolas, dos movimentos sociais e da luta das mulheres. Essas bandeiras fazem parte da minha trajetória e vão comigo para qualquer espaço que eu ocupe.
Qual é o papel que a senhora acredita desempenhar na política?
Venho dos movimentos sociais, do movimento feminista e do movimento sindical. Sou uma liderança formada nas ruas. Minha responsabilidade é conectar essas diferentes lutas, fortalecer os movimentos e fazer com que suas demandas tenham voz dentro das instituições.
“Venho dos movimentos sociais, do movimento feminista e do movimento sindical. Sou uma liderança formada nas ruas”
Que mensagem deixa para os eleitores neste período pré-eleitoral?
Este será um ano muito importante. Vivemos um momento em que os acontecimentos nacionais e internacionais impactam diretamente a vida das pessoas. As decisões tomadas em Brasília influenciam o preço dos alimentos, do combustível e o custo de vida da população. Por isso, é fundamental que as pessoas acompanhem a política e participem desse processo de forma consciente.




