O governo dos Estados Unidos propôs, na madrugada desta terça-feira (2), a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. A medida se daria em “resposta” a práticas comerciais consideradas “desleais” pelo país norte-americano.
A medida resultou de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.
O órgão estadunidense considerou algumas iniciativas e políticas adotadas no Brasil como “irracionais”, sob o argumento de que elas sobrecarregam e restringem o comércio dos EUA.
Em um documento divulgado pela Casa Branca, sede do governo do país norte-americano, as críticas se concentraram em cinco pontos:
- Tarifas preferenciais e desleais: acordos de bens comerciais com México e Índia por taxas menores, em setores produtivos nos quais os dois países são mais avançados e globalmente mais competitivos.
- Fiscalização anticorrupção: falhas na adoção de ações suficientes para combater suborno e corrupção.
- Proteção da propriedade intelectual: falta de aplicação das leis penais e regulamentações aduaneiras para combate à falsificação de produtos; falha na solução do problema de tempo excessivo para exame de pedidos de patentes, especialmente biofarmacêuticas; e ausência de medidas antipirataria consistentes e contínuas.
- Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não o tem oferecido de forma recíproca às exportações do combustível pelos EUA.
- Desmatamento ilegal: apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil tem falhado historicamente para efetivamente fiscalizar o cumprimento dessa legislação, e esse tipo de ação persiste.
Próximos passos
Ainda segundo o documento, o Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.
O governo dos Estados Unidos ainda informou que iniciou, nessa segunda-feira (1º), uma fase de consulta a empresas privadas em etapas, antes de oficializar as sanções econômicas.
Confira o calendário:
O governo dos Estados Unidos propôs, na madrugada desta terça-feira (2), a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. A medida se daria em “resposta” a práticas comerciais consideradas “desleais” pelo país norte-americano.
A medida resultou de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.
O órgão estadunidense considerou algumas iniciativas e políticas adotadas no Brasil como “irracionais”, sob o argumento de que elas sobrecarregam e restringem o comércio dos EUA.
Em um documento divulgado pela Casa Branca, sede do governo do país norte-americano, as críticas se concentraram em cinco pontos:
- Tarifas preferenciais e desleais: acordos de bens comerciais com México e Índia por taxas menores, em setores produtivos nos quais os dois países são mais avançados e globalmente mais competitivos.
- Fiscalização anticorrupção: falhas na adoção de ações suficientes para combater suborno e corrupção.
- Proteção da propriedade intelectual: falta de aplicação das leis penais e regulamentações aduaneiras para combate à falsificação de produtos; falha na solução do problema de tempo excessivo para exame de pedidos de patentes, especialmente biofarmacêuticas; e ausência de medidas antipirataria consistentes e contínuas.
- Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não o tem oferecido de forma recíproca às exportações do combustível pelos EUA.
- Desmatamento ilegal: apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil tem falhado historicamente para efetivamente fiscalizar o cumprimento dessa legislação, e esse tipo de ação persiste.
Próximos passos
Ainda segundo o documento, o Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.
O governo dos Estados Unidos ainda informou que iniciou, nessa segunda-feira (1º), uma fase de consulta a empresas privadas em etapas, antes de oficializar as sanções econômicas.
Confira o calendário:
- Até 22 de junho: prazo para pedidos de comparecimento à audiência pública e apresentação de resumo do depoimento;
- Até 1º de julho: prazo para registro de comentários por escrito sobre as medidas adotadas pelos Estados Unidos;
- 6 de julho: audiência pública do USTR para debater as ações;
- 15 de julho: prazo final para definição e aplicação das tarifas.
(Informações R7)



