Um homem de 26 anos foi preso preventivamente na noite de sexta-feira (29), em Campo Grande, suspeito de perseguir, ameaçar e dopar a ex-companheira após o término de um relacionamento que durou cerca de oito anos.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a denúncia da vítima, de 30 anos, que relatou uma sequência de episódios de violência ocorridos nas últimas semanas. Segundo ela, a separação aconteceu há aproximadamente duas semanas em razão de comportamentos abusivos praticados pelo ex-companheiro.
Após o fim do relacionamento, o suspeito teria passado a monitorar os passos da mulher, aguardando sua saída de casa e abordando locais próximos ao trabalho dela, incluindo pontos de ônibus utilizados pela vítima.
As investigações também apuram denúncias de que a mulher teria sido dopada sem consentimento. Conforme o relato apresentado à polícia, entre os dias 9 e 21 de maio ela sofreu episódios recorrentes de intensa fraqueza física após consumir medicamentos fornecidos pelo ex-companheiro. Há suspeitas de que substâncias tenham sido administradas tanto por via oral quanto injetável.
A Polícia Civil ainda investiga uma possível ocorrência de estupro de vulnerável. A vítima afirmou que despertava debilitada e percebeu situações que levantaram suspeitas de abusos enquanto estava sob efeito dos medicamentos.
Segundo o boletim de ocorrência, o investigado também é acusado de praticar ameaças de morte, violência psicológica e agressões verbais. Em uma das ocasiões, teria afirmado que, caso a vítima encerrasse o relacionamento, ela “não seria de mais ninguém”.
Conforme informações divulgadas pelo Top Mídia News, o suspeito também teria invadido a residência da mãe da ex-companheira, localizada no bairro Portal Caiobá II, no dia 22 de maio. Durante a ação, ele teria arrombado o portão, lançado tijolos contra o veículo do padrasto da vítima e utilizado uma placa de trânsito para danificar a porta de vidro do imóvel.
A mãe da vítima, de 51 anos, e o padrasto, de 61 anos, relataram às autoridades que também foram alvo de ameaças de morte.
A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça após solicitação da Polícia Civil. O homem foi localizado escondido em uma residência da Capital durante diligências realizadas por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Ainda segundo a polícia, o suspeito possui antecedentes criminais. Em 2018, respondeu por lesão corporal dolosa e, em 2022, foi investigado por suspeita de estupro de vulnerável.
O caso permanece sob investigação da Deam. A identidade do preso não foi divulgada pelas autoridades.




