Bruna Damaris, a mulher que foi resgatada após ficar 42 horas à deriva em Ilhabela, no litoral de São Paulo, se pronunciou em seu perfil do Instagram na tarde de sexta-feira (29/5). Ela disse que já esclareceu os fatos em depoimento à polícia e que ainda não teve oportunidade de conversar com a família de Dheorge Bernardino, que segue desaparecido após o passeio que fizeram de moto aquática no domingo (24/5).

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Bruna afirmou que ela e Dheorge se conheceram na lancha em que estavam antes de saírem para o passeio e que quem estava na embarcação viu o momento em que os dois deixaram o veículo juntos.Play Video
A mulher, de 26 anos, também disse que a moto aquática começou a afundar depois que foi invadida pela água. “Era impossível ficar segurando. A correnteza estava forte e levando a gente para o mar aberto”, contou Bruna.
Na sequência, ela afirmou que ficou com Dheorge o tempo todo até a madrugada de terça (26/5). “Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando”, pontuou.
As buscas por Dheorge Bernardino, de 28 anos, entraram no sexto dia nesta sexta (29/5). Dois dias atrás, a Marinha do Brasil afirmou ter encontrado um colete salva-vidas próximo ao local onde o rapaz desapareceu. Segundo as forças navais, o item “possivelmente é pertencente à vítima”.
Leia na íntegra o texto publicado por Bruna por meio dos Stories do Instagram:
“Olá, boa tarde, vim aqui informar a todos que eu já esclareci tudo o que aconteceu no dia do ocorrido para a polícia, ainda não tive a oportunidade de conversar com a família do meu colega pois eu estava/estou me recuperando e não tinha cabeça para voltar toda a situação que aconteceu.
Estou me cuidando, tomando minhas medicações e em repouso.
Tem pessoas que estão especulando coisas erradas e informações falsas sobre o ocorrido. Então vim aqui cessar as dúvidas:
Ele era meu colega que conheci na lancha.
Saímos da lancha e todos que estavam lá viram sim.
Não ficamos no jet-ski pois começou a entrar água e afundar a parte traseira e era IMPOSSÍVEL ficar segurando nele. (A correnteza estava forte e levando a gente para o mar aberto)
Ficamos juntos em todo momento até terça de madrugada.
Meu colega não tirou o colete e eu não vi ele afundando.
Já passei o restante das informações para a polícia e imprensa e não tenho mais nada a declarar”.
Como a mulher sobreviveu?
Bruna Damaris recebeu alta hospitalar na tarde de quinta-feira (28/5). “Eu vim agradecer pelas orações que vocês fizeram. Eu também estava lá no mar orando para Deus me guardar. Peço que continuem orando pelo meu colega”, disse a mulher ao deixar o hospital em uma cadeira de rodas.
(Informações Metrópoles)



