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PMs que mataram pedreiros culpam neblina: ‘Só vulto’

Os policiais militares suspeitos de matar dois pedreiros a tiros, na última quarta-feira (27/5), alegaram que, no horário em que as mortes aconteceram, o local estava com baixa visibilidade devido à forte neblina, o que teria contribuído para confundirem uma ferramenta com um fuzil.

A coluna obteve, com exclusividade, acesso a uma fotografia que mostra o local no momento dos disparos. Na imagem, é possível ver que a rua estava coberta por névoa.

Ainda segundo os policiais militares, o local dos fatos situa-se na Rua Albino Imparato com a Avenida Isaura Santarém, próximo à divisa da Comunidade do Salgueiro, em uma região sem pavimentação, sem iluminação pública e com barricadas próximas ao ponto da ocorrência.

Os militares teriam visualizado barricadas e uma estrutura apontada por moradores como a “primeira boca de fumo da rua”, cerca de 10 metros do local onde os corpos das vítimas caíram.

PMs que mataram pedreiros no RJ culpam neblina: “Só vulto”. Veja foto - destaque galeria

O depoimento

Conforme os depoimentos dos policiais militares, as equipes desembarcaram antes da ponte em Ipuca e passaram a progredir a pé, em fila indiana, avançando até as proximidades da Igreja Universal localizada na Avenida Isaura Santarém.

Os policiais afirmam que, naquele horário, havia intensa neblina, reduzindo severamente a visibilidade e permitindo apenas a visualização de vultos a curta distância.

Pouco depois, os dois pedreiros, que carregavam uma ferramenta, teriam sido visualizados pelos militares, que acreditaram que os homens portavam um fuzil e efetuaram disparos contra a dupla.

Os mortos foram identificados como Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. O caso ocorreu no Jardim Catarina, em São Gonçalo (RJ).

(Informações Metrópoles)

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