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Porta-voz que agentes envolvidos em morte de pedreiros foram afastados das ruas e tiveram armas apreendidas

A tenente-coronel Claudia Moraes, porta-voz da Polícia Militar, disse em entrevista ao RJ1 que os agentes envolvidos na morte dos dois pedreiros, foram afastados das ruas na última quarta-feira (27). Os homens foram mortos a tiros enquanto estavam a caminho de uma obra.

Segundo a porta-voz, as armas dos PMs foram apreendidas para perícia e um procedimento foi instaurado para avaliar as circunstâncias do caso.

“Os procedimentos que são feitos nessas situações é a oitiva, é a escuta desses policiais, que será tomado o depoimento deles, tanto pela Polícia Civil quanto pela DH, pela Corregedoria da Polícia Militar. Isso é muito importante, essas primeiras informações, no calor dos acontecimentos”, afirmou.

“Nós temos as câmeras e a apreensão das armas também, para saber qual foi a arma que efetuou o disparo, a quantidade dos disparos. Tudo isso vai ser avaliado pela perícia. A apreensão das armas é um fator importante nesse momento. Os policiais seguem afastados de suas atividades e, logicamente, no decorrer da investigação, outros desdobramentos podem acontece”, completou.

Mais cedo, houve uma tentativa de bloqueio na BR-101 (Rio-Campos), na altura do Jardim Catarina.

PM faz disparo ao vivo na altura de Jardim Catarina, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

PM faz disparo ao vivo na altura de Jardim Catarina, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

Por volta das 12h10, a TV Globo estava ao vivo na beira da estrada quando um grupo começou a atirar entulho na pista. Dois homens abordaram um ônibus e levaram as chaves, a fim de usá-lo como barricada.

PMs que estavam na via revidaram com balas de borracha, e passageiros que tinham descido do coletivo tentaram se proteger. Parte dos manifestantes se dispersou pela mata.

Apesar dos disparos, ninguém ficou ferido.

Ônibus foi parado na via após criminosos renderem o motorista e levarem a chave do coletivo — Foto: Reprodução/TV Globo

Ônibus foi parado na via após criminosos renderem o motorista e levarem a chave do coletivo — Foto: Reprodução/TV Globo

A morte dos moradores

Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, foram mortos a tiros pela Polícia Militar na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina, quando saíam para trabalhar, dividindo uma moto. Ferramentas, como uma régua de pedreiro, e marmitas que carregavam caíram e ficaram pelo chão.

Moradores contaram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. O 7º BPM (São Gonçalo) tinha ido à comunidade em uma espécie de escolta para técnicos de uma empresa de telefonia, que iriam retirar antenas na região. O trabalho estava previsto para durar 9 dias.

Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina — Foto: O São Gonçalo

Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina — Foto: O São Gonçalo

O que dizem as polícias

Nota da PM

“A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamenta as mortes de Marcelo da Cruz Silva e de Edivan Felipe de Assis.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria Geral da Corporação (GCPM) instaurou um procedimento para averiguar as circunstâncias relacionadas às mortes de dois homens durante ocupação policial, na comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

De acordo com o comando do 7º BPM (Alcântara/São Gonçalo) as vítimas estavam em uma motocicleta, no momento em que foram atingidas por disparos efetuados pelos policiais.

De imediato, o local foi isolado e a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, acionada.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Secretaria de Estado de Polícia Civil. A SEPM ressalta que preza pela transparência de suas ações e colabora integralmente com as investigações do caso.”

Nota da Polícia Civil

“A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga as mortes de Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva. Policiais militares envolvidos na ocorrência e testemunhas são ouvidos na unidade.

As armas dos agentes foram apreendidas e serão submetidas a confronto balístico. As imagens das câmeras corporais já foram requisitadas. O local passou por perícia e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde serão realizados os exames periciais.

Outras diligências estão em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.”

O caso ocorreu na comunidade Jardim Catarina, em São Gonçalo.

(Informações g1)

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