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Veja como atua o grupo controlador de empresas de Cuba que é alvo dos EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a crise econômica de Cuba estaria ligada à atuação da Gaesa, conglomerado empresarial administrado pelas Forças Armadas cubanas.

Em comunicado, Rubio declarou que o grupo atua como uma espécie de “estado paralelo”, concentrando riqueza e recursos nas mãos de uma elite próxima ao governo cubano.

O secretário também acusou a organização de ampliar seus lucros enquanto a população enfrenta dificuldades como escassez de alimentos, combustível e frequentes cortes de energia. Recentemente, o governo do país anunciou que as suas reservas “se esgotaram”.

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O governo de Donald Trump, por sua vez, vem endurecendo as sanções contra empresas associadas à Gaesa, incluindo restrições ao turismo de cidadãos americanos em hotéis administrados pelo conglomerado.

O que é a Gaesa
A Gaesa, sigla para Grupo de Administração Empresarial, surgiu nos anos 1990, quando Raúl Castro, indiciado por homicídio pelos EUA, estava à frente do Ministério da Defesa do país. O conglomerado é acusado de ser administrado pelas Forças Armadas Revolucionárias cubanas e controlar setores estratégicos da economia da ilha.

Entre os ativos que estariam ligados à organização estão hotéis de luxo, o porto de Mariel, supermercados, postos de gasolina e bancos comerciais. O grupo também esteve associado à construção da chamada Torre K, edifício de 42 andares que abriga o hotel Iberostar Selection La Habana e é considerado o mais alto do país. A obra foi concluída em 2025.

As autoridades cubanas rejeitam as acusações e atribuem a crise econômica ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. O governo da ilha também cita avaliações recentes de especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas), que apontaram impactos das restrições americanas sobre o abastecimento de combustível e a geração de energia no país.

Não existem dados oficiais sobre o tamanho exato da participação da Gaesa na economia cubana. Estimativas independentes apontam que o grupo pode controlar entre 40% e 70% da atividade econômica da ilha.

(Informações R7)

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