CBEU: extensão no Paraná e paralelos com o MS
Geral – 30/04/2009
Nesta quinta-feira, 30 de abril, a mesa redonda Educação Superior e Extensão Universitária enfocando o Estado do Paraná, favoreceu uma troca de experiências importante entre os estados de Mato Grosso do Sul e o apresentado.
A discussão, que aconteceu no anfiteatro da UEMS, contou com a participação do reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa e presidente da Abruem (Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais), João Carlos Gomes; do vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mário Luiz Neves de Azevedo; e do diretor-geral da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI/PR), Jairo Queiroz Pacheco.
Participaram de maneira efetiva da discussão, mais de 100 congressistas. Dentre os apontamentos, o sucesso da experiência da educação estadual e superior no Paraná, se dá devido ao trabalho conjunto do Governo do Estado, principalmente por meio da SETI/PR, do Governo Federal e do empenho das instituições em chegar à comunidade.
Questionado sobre o investimento maciço que a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior tem feito ao setor de extensão no Paraná, Jairo deixou claro que as ações alcançadas pelo extensionismo até poderiam ser desenvolvidas diretamente pelo Estado, porém, teriam um custo muito maior. Além disso, o diretor geral da Secretaria destaca que a parceria beneficia os dois lados. “A universidade não está fazendo um favor para a comunidade, pois quando interage melhor com ela, também forma melhor o aluno numa concepção cidadã que será um benefício a ele durante toda sua vida profissional”.
Essa posição é confirmada pelo representante da UEM, que destaca na parceria entre governo e universidade a possibilidade de se chegar à população. Mário diz enxergar entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul muitas semelhanças. Quanto à UEMS, ressalta ver o fortalecimento do acesso às comunidades que necessitam de atenção em todo o Estado. “O fato de a UEMS estar presente em 15 cidades do Estado, reforça a aproximação com a comunidade por meio da interiorização da universidade pública”. Durante sua fala, o vice-reitor deixou claro o esforço do governo federal e estadual em democratizar o ensino a partir de uma interiorização das universidades, desconcentrando o foco de abrangência ao disseminá-las para além das capitais.
O cenário apresentado na mesa apresentou-se favorável à relação entre ensino superior público e as atividades extensionistas. Em sua apresentação, o presidente da Abruem e representante da UEPG destacou que “o momento político para dar este passo de estruturação nacional da extensão é agora”.
Para o reitor da UEMS, Gilberto Arruda, nesses últimos tempos a extensão vem ganhando cada vez mais importância nas discussões dentro e fora da Universidade. Segundo ele, “isso pode ser atribuído à contribuição rápida e efetiva que a extensão pode trazer para o desenvolvimento humano, melhorando a qualidade de vida das pessoas”.
A partir da contribuição da mesa para o CBEU, o reitor destaca ser necessário “estabelecer novas parcerias para que possamos continuar contribuindo”. Neste sentido, a mesa favoreceu o intercâmbio de idéias e mais uma vez, a possibilidade de atuar em conjunto com outras instituições. “Temos que inovar nas nossas parcerias para que e extensão continue fazendo o seu papel. Certamente podemos aprender com a experiência deles”, conclui o reitor.
Fonte: Folha de Dourados



