Mato Grosso do Sul já registrou 12.739 casos prováveis de chikungunya em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O número equivale à população inteira de cidades como Porto Murtinho e supera o total de habitantes de outros 34 municípios sul-mato-grossenses.
A doença já atingiu moradores de 77 das 79 cidades do Estado. Apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã ainda não registraram casos neste ano.
Conforme levantamento divulgado pelo site Midiamax, Mato Grosso do Sul concentra 27,6% de todos os casos registrados no país. A incidência estadual é de 435,6 casos para cada 100 mil habitantes, índice mais de 20 vezes superior à média nacional.
Além do avanço da doença, o Estado também lidera o número de mortes por chikungunya no Brasil em 2026. Das 27 mortes confirmadas no país, 19 ocorreram em Mato Grosso do Sul, o equivalente a mais de 70% dos óbitos nacionais.
Dourados concentra o maior número de mortes, com 12 registros. Também houve óbitos em Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina.
Especialistas alertam que a chikungunya pode causar fortes dores nas articulações, febre alta e sequelas prolongadas. Em casos mais graves, o vírus pode provocar complicações neurológicas e até a morte, principalmente em idosos, crianças e pessoas com doenças preexistentes.
A vacinação contra a chikungunya já começou em algumas cidades do Estado, como Itaporã e Dourados. O Ministério da Saúde também ampliou a campanha para municípios em situação de epidemia, incluindo Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.




