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Reino Unido envia destróier ao Oriente Médio em meio à guerra no Irã; conheça o modelo

O Reino Unido enviará o destróier HMS Dragon ao Oriente Médio como parte da missão que tem como objetivo proteger a navegação no estreito de Ormuz. A medida é uma ação coordenada com a França, que deslocará um grupo de ataque de porta-aviões para o sul do Mar Vermelho.

Ambos os países pretendem restabelecer a confiança na rota comercial, que se tornou um dos principais pontos de tensão do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

Navio especializado em defesa aérea

O HMS Dragon é o quarto destróier da classe Type 45 — também chamada de classe Daring — desenvolvido para a Marinha Real Britânica. A embarcação foi lançada em novembro de 2008 e entrou oficialmente em operação em abril de 2012.

Especializado em defesa aérea, o navio tem como principal missão proteger embarcações aliadas por meio da detecção, identificação e neutralização de ameaças inimigas. Para isso, conta com o sistema de mísseis antiaéreos Sea Viper, considerado um dos mais avançados da frota britânica.

Além da função de defesa aérea, o destróier também possui capacidade para:

  • Atuar em missões humanitárias;
  • Operações de combate ao narcotráfico;
  • Ações de patrulha marítima;
  • Busca de alvos aéreos de longo alcance;
  • Rastreamento simultâneo de múltiplos alvos;
  • Engajamento de ameaças a grandes distâncias;
  • Operação e manutenção de helicópteros;
  • Apoio a pousos e decolagens de aeronaves.

Recentemente, o HMS Dragon, que pode transportar mais de 200 pessoas, passou por um amplo processo de modernização que incluiu atualizações em sistemas de armamento, comunicações, tecnologia da informação e engenharia naval.

O destróier será o primeiro da Marinha Real enviado ao Oriente Médio desde o início da guerra com o Irã. Apesar da mobilização, a capacidade britânica de sustentar uma eventual missão prolongada enfrenta limitações devido à redução de sua estrutura militar nas últimas décadas.

Impasse nas negociações

A restrição do acesso ao estreito de Ormuz pelo Irã após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel provocou impactos imediatos no fluxo global de petróleo, pressionando o abastecimento de combustíveis e elevando preocupações com a inflação em diversos países.

Teerã também passou a defender a cobrança de taxas para a passagem de embarcações pela rota marítima estratégica, proposta rejeitada pelos EUA sob o argumento de defesa da liberdade de navegação.

Em meio à escalada diplomática, o Irã respondeu, no domingo (10), à proposta apresentada dias antes pelos Estados Unidos para tentar retomar as negociações de um cessar-fogo definitivo. Segundo autoridades iranianas, o foco da resposta foi a exigência de encerramento dos conflitos em diferentes frentes da região, especialmente no Líbano, onde Israel enfrenta terroristas do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

O governo iraniano também pediu o fim do bloqueio naval aos seus portos, garantias de que novos ataques não serão realizados, a suspensão das sanções econômicas e o encerramento das restrições impostas pelos EUA às exportações de petróleo iraniano.

Poucas horas depois, o presidente americano, Donald Trump, rejeitou a proposta iraniana. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que considerou a resposta “totalmente inaceitável”.

(Informações R7)

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