A Justiça do Rio de Janeiro agendou para esta segunda-feira (11/5) audiência do rapper Oruam no processo em que ele é acusado de tentar matar policiais civis durante operação realizada na zona oeste da capital fluminense.
O artista, que atualmente é considerado foragido, virou réu após episódio ocorrido em 2025, no decorrer de ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) em uma casa ligada ao cantor, no Joá.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os agentes foram ao imóvel para cumprir mandado relacionado a um adolescente investigado por tráfico de drogas.
Segundo a acusação, durante a operação houve reação contra os policiais, e objetos teriam sido lançados em direção às equipes.
Para os promotores, a ação colocou os agentes em risco e configurou tentativa de homicídio qualificado.
Além dessa acusação, o rapper responde por crimes como resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio.
A audiência prevista para esta segunda-feira marca o início da fase de instrução do processo, quando testemunhas começam a ser ouvidas e as provas passam a ser analisadas pelo Tribunal do Júri.
Mandado de prisão
Oruam passou a ser considerado foragido após a Justiça restabelecer a prisão preventiva dele no processo.
A decisão ocorreu depois do entendimento de que medidas cautelares impostas ao artista teriam sido descumpridas, entre elas regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
Outras investigações
O nome do rapper também aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas ao Comando Vermelho.
Durante operação deflagrada pela DRE no fim de abril, investigadores incluíram Oruam na lista de procurados.
Na mesma ação, também foram alvo familiares do cantor – entre os quais, a mãe, Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca.
(Informações Metrópoles)



