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‘Presença intimidadora’, diz testemunha sobre crime brutal em oficina

“Presença intimidadora” e “comportamento tranquilo”.

Assim a testemunha Marilene Fernandes de Oliveira, de 62 anos, descreveu a postura de Eduardo Jesus Rodrigues, de 24, preso logo após matar o patrão, Flávio Cruz Barbosa, de 49, dentro de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), na manhã da última quarta-feira (6/5).

Esposa de um comerciante que também é dono de uma oficina na região, Marilene contou ao Metrópoles que chegava ao local com o marido para acompanhá-lo ao trabalho quando os dois perceberam uma movimentação estranha no bar ao lado da oficina. O casal parou o carro na esquina e viu populares chocados ao redor do suspeito, que segurava a faca com sangue usada no crime.

Familiares, amigos e empresários próximos lamentaram a morte

Policiais militares e peritos estiveram na oficina onde o empresário Flávio Cruz Barbosa foi assassinado pelo funcionário
Leonardo Cruz, irmão da vítima

De acordo com a testemunha, Eduardo não demonstrou qualquer intenção de deixar o local e chegou a dizer: “Não vou fugir, podem chamar a polícia”.

Apesar disso, segundo Marilene, ninguém acionou as autoridades de imediato. Para ela, foram cerca de 20 minutos enquanto o suspeito permanecia sentado no bar, fumando e segurando a faca usada no crime.

“Na hora não teve nenhum corajoso. A presença dele era muito intimidadora. Todo mundo ficou com medo de realmente ligar, porque ele estava armado”, relatou. Segundo ela, moradores e comerciantes da região ficaram assustados com a postura do suspeito.

De acordo com a Polícia Militar, quem acionou a corporação foi o próprio tio do suspeito, que presenciou o crime. Ele conversava com Flávio quando o autor entrou na oficina e, abruptamente, desferiu golpes de faca no rosto e pescoço da vítima.

O tio do suspeito também era funcionário do local. Ele havia chamado o sobrinho para aprender um ofício e eles trabalhavam juntos na oficina de Flávio Cruz Barbosa.

Segundo a família da vítima, Eduardo trabalhava na oficina de Flávio havia cerca de 10 dias.

No momento da prisão, o suspeito não reagiu durante a abordagem e apenas afirmou que teria cometido o crime por vingança. Os militares o colocaram na viatura e o levaram para a delegacia. Enquanto isso, outra equipe permaneceu na oficina para preservar o corpo da vítima até a chegada da perícia da Polícia Civil.

Segundo a PM, Eduardo possui passagens por crimes envolvendo posse de arma branca e tráfico de drogas. A 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso.

Ataque brutal

As imagens mostram o momento em que o autor, um homem de 24 anos, chega à oficina, esfaqueia e chuta o rosto do patrão, que estava sentado.

Em seguida, o indivíduo derruba o patrão e dá sequência às agressões. O criminoso chega a pegar uma roda e arremessá-la contra a vítima várias vezes. Por fim, o autor sai arrastando o corpo do homem, deixando um rastro de sangue no chão da oficina.

Em depoimento à polícia, Eduardo, o autor do ataque brutal, disse que tinha a intenção de decapitar a vítima, mas desistiu porque é ‘“uma boa pessoa”.

Quem é o patrão assassinado

A vítima do crime brutal, assassinado por um funcionário a facadas nesta quarta-feira (6/5), era o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, dono da oficina localizada no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte). O proprietário foi morto dentro da própria oficina de restauração de carros antigos por volta das 11h30.

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Flávio Cruz Barbosa
Flávio Cruz Barbosa, 49, é a vítima

Ele havia acabado de retornar de uma viagem a trabalho a Alexânia com o irmão, Leonardo Cruz. Após chegarem ao local, os dois conversaram, e o irmão deixou a oficina. A saída do irmão ocorreu poucos minutos antes do crime.

O irmão da vítima, Leonardo Cruz, afirmou:

“Ele não sabia que era a última vez. Fico triste porque foi questão de minutos: eu saí e isso aconteceu.” “Meu irmão era conhecido pelo trabalho com restauração de veículos antigos e também por sua atuação no mercado de cervejas artesanais em Brasília. Um homem notável na sociedade e muito amado pelos familiares e amigos.”

A sobrinha da vítima, Carolina Leslye, 28 anos, definiu o tio como um ‘paizão’. O homem deixa um filho de 6 anos.

Carolina disse ainda que Flávio era uma pessoa de boa índole, pai presente, e que tudo o que fazia era em prol da família.

“Esse é o legado que ele deixa. Vou lembrar sempre dele como o tiozão legal que ensinou a gente a dirigir”, rememora.

(Informações Metrópoles)

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