Aos 55 anos, Ingrid Honkala diz ter passado por três experiências de quase morte e relata o que descreve como um “estado de consciência” além do corpo
Por Malu Pinheiro (@mariluisapp) –
Ingrid Honkala, ex-cientista da NASA, afirma ter passado por três experiências de quase morte ao longo da vida — e diz que, em todas elas, teve exatamente a mesma percepção.
A primeira experiência aconteceu quando ela tinha apenas dois anos, após cair em um tanque de água gelada em casa. As outras vieram mais tarde: uma depois de um acidente de moto, aos 25, e outra durante uma cirurgia, aos 52, quando sua pressão arterial caiu.
Hoje com 55 anos, ela relatou os episódios em entrevistas recentes à Jam Press, repercutidas por veículos como New York Post e The Mirror.
Apesar das circunstâncias diferentes, Ingrid afirma que a sensação foi sempre a mesma. “Foi como entrar em uma camada mais profunda da realidade, além dos nossos sentidos físicos”, disse à Jam Press. Segundo ela, o pânico inicial rapidamente deu lugar a uma sensação intensa de calma. “O medo desapareceu e foi substituído por uma paz absoluta, como se minha consciência tivesse se separado do corpo.”
Ela relata que, nesse estado, não havia noção de tempo, pensamentos ou medo — apenas uma percepção ampliada de existência. “Eu não me sentia mais como um corpo, mas como pura consciência”, afirmou. “Havia um entendimento claro de que tudo estava interligado, como se eu estivesse imersa em uma inteligência maior, cheia de clareza e tranquilidade.”
Durante o primeiro episódio, ainda criança, Ingrid Honkala diz ter visto o próprio corpo sem vida na água e, ao mesmo tempo, a mãe a alguns quarteirões de distância. “Eu a reconheci e pensei: ‘essa é a minha mãe'”, contou. “Parecia existir uma forma de comunicação entre nós, não por palavras, mas por consciência.” Segundo ela, a mãe retornou para casa naquele momento e conseguiu socorrê-la — e, anos depois, ambas perceberam que suas lembranças coincidiam.
As experiências, afirma, mudaram completamente sua relação com a morte. “Deixei de enxergá-la como um fim”, disse. “Para mim, parece mais uma transição dentro de um contínuo da consciência.” Ela também passou a acreditar que a mente pode não ser apenas um produto do cérebro. “Talvez a consciência seja algo mais fundamental.”
Com o tempo, Ingrid Honkala decidiu seguir carreira científica justamente para entender a natureza da realidade. “Durante anos, foquei apenas na ciência e evitei falar sobre essas experiências”, contou. “Mas hoje vejo que ciência e espiritualidade não precisam estar em conflito — podem ser formas diferentes de explorar o mesmo mistério.”
Especialistas apontam que experiências de quase morte podem estar ligadas a reações neurológicas em situações extremas, incluindo alucinações e sensações de dissociação. Ainda assim, Honkala sustenta sua versão. “Essas experiências transformaram minha forma de ver a vida”, disse.




