Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência de agressão, envolvendo a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e uma empregada doméstica grávida, foram afastados das funções. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) à TV Mirante.
Segundo a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) identificou e afastou os quatro policiais militares que atenderam a ocorrência. Além disso, foi aberta uma sindicância para apurar a conduta dos PMs.
O afastamento ocorreu após a divulgação de áudios enviados pela própria empresária em um grupo de mensagens, obtidos com exclusividade pela TV Mirante. Nos áudios, Carolina descreve as agressões que fez contra a vítima e afirma que não foi levada à delegacia, pois um dos policiais envolvidos na ocorrência seria seu amigo.
De acordo com Carolina, o policial, que não teve o nome divulgado, teria dito que, devido aos hematomas visíveis no corpo da vítima, ela deveria ter sido conduzida à delegacia, o que não aconteceu.
“Parou uma viatura no meio da rua, eles vieram aqui de manhã. Mas veio um policial que me conhecia. Sorte minha, né? E sorte dela também. Aí eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Aí ele disse: ‘Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas’. Aí eu disse: ‘era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva’”, afirmou Carolina.
➡️ A produção da TV Mirante confirmou a veracidade dos áudios com a Polícia Civil do Maranhão, a qual informou que as mensagens já estão anexadas ao inquérito.
Por meio de nota, a SSP afirmou que o inquérito sobre a agressão contra a vítima se encontra em fase adiantada e que, neste momento, “novas informações não serão divulgadas para não comprometer o andamento das investigações e os procedimentos em curso”.
Ainda de acordo com a SSP, paralelamente, “os trâmites internos relacionados à atuação dos agentes envolvidos no atendimento da ocorrência também foram iniciados, com a adoção das medidas administrativas cabíveis para apuração dos procedimentos adotados.” A Secretaria afirmou que não compactua com qualquer desvio de conduta e destaca que todas as circunstâncias serão apuradas com rigor e dentro da legalidade.
Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.
(Informações g1)




