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‘Os dois universos entre cuja influência situa-se hoje a definição de quem somos’, por Victor Teixeira

Victor Teixeira –

Manifestações já existentes da influência de meios de comunicação de massa e círculos sociais físicos sobre a identidade dos indivíduos ganham maiores dimensões com a crescente adesão a redes sociais. Na Assembleia Legislativa do estado há dois projetos de lei necessitando de apoio cidadão para que sejam debatidos e aprovados, somando esforços a iniciativas das quais a sociedade é capaz a fim de conter os abalos que, colateralmente às vantagens da quantidade e variedade de conteúdos acessíveis, o uso de plataformas digitais de alcance global pode ocasionar ao modo como muitos usuários se percebem.

Certas expectativas de pertencimento que já existiam pela influência de círculos sociais e meios de comunicação analógicos ampliam-se até se tornarem uma realidade comum entre um grande número de pessoas ao redor do planeta. Os algoritmos manejados pelos donos de redes sociais para definir qual tipo de conteúdo é relevante para cada público são os responsáveis pela visibilidade de padrões estéticos e de consumo idealizados e opiniões políticas, muitas vezes através do discurso e personalidade dos influenciadores digitais. 

Trata-se do nível de persuasão previamente exibido por artistas na televisão e publicidade impressa turbinado pela possibilidade de seguir esse tipo novo e os antigos de celebridades e, em muitos casos, interagir com eles. Um contato com ditames estéticos e relativos a consumo de ditas figuras sem uma visão crítica da viabilidade e necessidade do alcance dos padrões por cada internauta é caminho certo para compras impulsivas e distúrbios comportamentais que externam insucessos em atingir modelos de beleza ou níveis de consumo irreais. 

Quando distribuem notícias e outros conteúdos que discorrem sobre os atuais rumos da política, economoa e sociedade, os algoritmos não se orientam o suficiente por critérios de veracidade, de correspondência com dinâmicas concretas compreensíveis apenas mediante um desapego de certezas ideológicas preconcebidas. O governo do estado poderá ter suas incumbências ampliadas por dois projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa sobre maneiras de o poder público dotar os cidadãos de preparo para não se deixar influenciar por notícias falsas. 

O primeiro, apresentado em 22 de março de 2023 pelo deputado Pedro Kemp (PT), pretende enfrentar a proliferação de “fake news” de forma geral, a partir da promoção de ações educativas, preventivas e de combate. Por sua vez, a proposição apresentada no último dia 31 de março e de autoria da parlamentar Gleice Jane (PT) mira divulgadores do movimento misógino conhecido como “machosfera” ou “red pill”, que deve sua notoriedade às presentes plataformas virtuais, como entidades dignas de negação do reconhecimento de utilidade pública através de uma emenda a uma lei de 2008 qie discorre sobre o procedimento. 

O andamento dessas ideias até sua aprovação é possível se elas forem levadas ao conhecimento da população para que entre esta sejam discutidas melhorias em seu potencial e a correção de falhas. . 

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