O motorista de aplicativo Ricardo Cipriani, de 43 anos, está em estado crítico após ser esfaqueado durante uma corrida na noite de segunda-feira (4).
De acordo com os Bombeiros Voluntários, ele foi socorrido com múltiplas perfurações pelo corpo, incluindo tórax, braços e costas, e levado inicialmente à UPA Sul. Depois, foi transferido para o Hospital São José, em Joinville, onde permanece internado na UTI.
Esposa relata estado de saúde
Segundo a esposa, Jéssica Cipriani, o estado de saúde é considerado grave, principalmente por conta de um dos ferimentos.
“Por conta dos ferimentos e do ferimento no peito, que foi mais profundo, no momento, ele vai permanecer em coma induzido”, explicou à equipe de reportagem do ND Mais.
Ricardo é pai de dois filhos, e a família acompanha a evolução do quadro. Nas redes sociais, Jéssica também pediu orações e demonstrou fé na recuperação do marido.
“Sei que já deu tudo certo! Porque até aqui Deus tem cuidado de nós. Ele nos permite passar por algumas situações, mas não nos abandona!”, escreveu.
Relembre o caso de motorista de app
De acordo com a Polícia Militar, o crime é tratado como tentativa de latrocínio. Ricardo Cipriani trabalhava como motorista de aplicativo pela plataforma 99 e havia iniciado uma corrida em Joinville com dois passageiros, com destino a Araquari.
Durante o trajeto, ao passarem pela região do Rio do Morro, um trecho isolado, sem iluminação pública e sem sinal de telefonia, os suspeitos anunciaram o assalto. Em seguida, atacaram o motorista com golpes de faca, atingindo o peito, as costas e o braço.
Mesmo ferido, Ricardo conseguiu abrir a porta do carro e sair do veículo. Após o ataque, os criminosos fugiram levando o automóvel, além dos documentos pessoais e o celular da vítima.
O motorista foi encontrado caído e ensanguentado na via, mas ainda consciente. Ele recebeu ajuda de pessoas que passavam pelo local até a chegada das equipes de resgate, que prestaram os primeiros socorros e o encaminharam para atendimento em Joinville.
Por se tratar de uma área isolada, não há registro de câmeras de monitoramento que possam ajudar na identificação dos suspeitos. O caso segue em investigação.
Entidade repudia ataque e cobra mais segurança
Em nota, a AMASC (Associação dos Motoristas de Aplicativo de Santa Catarina) manifestou repúdio ao caso e destacou a preocupação com a segurança dos profissionais.
A entidade afirmou que é “inaceitável” que motoristas sejam expostos a situações de violência durante o exercício da profissão e cobrou medidas mais efetivas para garantir a integridade da categoria.
A associação também prestou solidariedade à vítima, familiares e colegas de trabalho, desejando recuperação. “Reforçamos a necessidade urgente de medidas efetivas de segurança que garantam a integridade dos motoristas de aplicativo e de toda a população”, escreveu em nota. Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação do crime.
O caso ocorreu em Araquari, no Norte catarinense.
(Informações rd+)




