Redação –
Uma denúncia encaminhada ao Ministério Público revelou problemas sérios de segurança no Estabelecimento Penal de Bataguassu, em Mato Grosso do Sul, e alertou para o risco de crimes graves dentro da unidade, incluindo a possibilidade de estupro coletivo.
Segundo o relato, a situação mais crítica ocorre no galpão de costura, onde 24 detentos trabalham diariamente sem algemas e sob a supervisão de apenas um policial penal, que permanece do lado de fora. Dentro do espaço, uma instrutora civil fica sozinha com os internos, sem treinamento de defesa ou porte de arma, o que aumenta a vulnerabilidade.
O denunciante, um ex-policial penal, afirma que os presos envolvidos são condenados por crimes sexuais e que já havia alertado a direção da unidade sobre falhas como baixo efetivo, transporte inseguro de internos, viaturas precárias e desativação de estruturas de vigilância.
O documento também cita possíveis irregularidades administrativas, como supressão de processos internos e prevaricação. Apesar disso, o Ministério Público Federal decidiu não investigar, declinando a atribuição para o Ministério Público Estadual, que deverá analisar o caso.
Até o momento, não há confirmação de crimes ocorridos, mas o denunciante classifica o cenário como uma “tragédia anunciada” e cobra medidas urgentes para evitar episódios de violência extrema.



