Homem de 41 anos manteve o corpo da esposa, Zelita Rodrigues de Souza, de 74 anos, em casa por quatro dias após matá-la em Mundo Novo, município situado na região sul de Mato Grosso do Sul.
A vítima foi encontrada em avançado estado de decomposição com sinais de espancamento e lesões na nuca.
Familiares relataram histórico de violência, incluindo queimaduras de cigarro e ameaças de morte. Irmã relata agressões e ameaças constantes e diz que a família já temia o crime.
Zelita foi sepultada na manhã desta sexta-feira, em Guaíra (PR), onde vivem familiares. “Eu não convivia com eles. Moro em Maringá e vim para cá só para o velório. Pelo que os familiares que moram aqui contam, a convivência era conturbada”, disse Léia.
Segundo ela, o relacionamento durava cerca de 10 anos, sendo aproximadamente sete em Mundo Novo. “Eles não tiveram filhos juntos. Ela já era mais velha, mas tinha dois filhos de antes, já adultos”.
A família tentou afastá-la do agressor. “A gente falava para ela largar dele. Minha irmã pedia para ela não voltar. Uma sobrinha tentou levar ela para morar em outro lugar, mas ela sempre voltava”.
A última conversa entre as irmãs foi na segunda-feira. “Na terça e quarta eu já não consegui mais falar com ela”.
O corpo só foi encontrado após desconfiança de vizinhos. “Eles estranharam e entraram. Ela estava em cima da cama, seminua, já em estado avançado e com muitos machucados”.
O suspeito foi detido e o caso é investigado como o 12º feminicídio no Mato Grosso do Sul. (Com Campo Grande News)


