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Acusada de matar filha e nora envenenadas foi investigada por morte da prima

Suspeita de assassinar a filha, a nora e uma amiga, a aposentada Elizabete Eugenio Arrabaça, de 68 anos, também chegou a ser investigada pela morte da prima Élede Guidi, ocorrido em 2016.

A Polícia Civil, no entanto, decidiu pelo não indiciamento da idosa. Segundo os advogados de Elizete, a investigação concluiu que não havia provas o suficiente para demonstrar o envolvimento da aposentada na morte de Élede.

Questionada pela reportagem, a defesa negou que Elizete seja alvo de mais alguma investigação de suspeita de homicídio.Play Video

Ela é ré pelo feminicídio qualificado da nora e pela tentativa de homicídio da amiga, além de ser acusada de ter matado a própria filha – caso que ainda carece de análise da Justiça. Todas as mortes foram causadas por envenenamento. A aposentada está presa na Penitenciária de Tremembé, há quase um ano. A defesa nega participação da mulher nos crimes.

Histórico de envenenamentos

Elizabete e o filho, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, foram presos em 6 de maio pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, 37 – esposa de Luiz e nora de Elizabete. A vítima foi encontrada sem vida no apartamento em que morava com o marido em 22 de março do ano passado em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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Luiz Antonio Garnica e Larissa Rodrigues

A professora Larissa Rodrigues
O médico Luiz Antônio Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça
Luiz Antonio Garnica
A professora Larissa Rodrigues

Um laudo toxicológico apontou a presença de chumbinho no corpo de Larissa. A principal suspeita é que ela tenha sido morta envenenada pela sogra, com a conivência do marido.

Após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), mãe e filho se tornaram réus por feminicídio com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e insidioso ou cruel por envenenamento. Os dois irão a júri popular, que ainda não tem data marcada.

Com a repercussão do caso, a Polícia Civil passou a investigar a morte de Nathalia Garnica, 42, filha de Elizabete e irmã de Luiz. Ela morreu um mês antes de Larissa sob circunstâncias suspeitas, inicialmente por causas naturais, na cidade de Pontal, no interior paulista.

Após a prisão da dupla, o Instituto Médico Legal (IML) realizou um novo exame no corpo de Nathalia, que identificou a presença de chumbinho – mesmo veneno identificado no corpo da professora. Além disso, Elizabete foi a última pessoa a estar com ambas antes da morte.

Os indícos levaram a uma nova denúncia do MPSP contra a aposentada, desta vez por homicídio qualificado. Sobre a morte da filha, no entanto, a Justiça ainda não decidiu se ela será submetida a júri popular.

Na última sexta (25/4), a Justiça recebeu uma terceira denúncia contra Elizabete. Desta vez, pela tentativa de homicídio qualificado de Neuza Ghiotti, amiga da aposentada, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de veneno, meio insidioso e cruel e mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como com a agravante de ter cometido o crime contra maior de 60 anos.

Neusa foi envenenada em maio de 2017 também na cidade de Pontal, mas sobreviveu. Com a decisão, a acusada será julgada pelo tribunal do júri, ainda sem data prevista.

O que diz a defesa da aposentada

O advogado Bruno Ribeiro, que faz a defesa de Elizabete, afirma em nota que respeita a decisão da Justiça que torna a aposentada ré, mas discorda, “pois a denúncia tem por base o laudo pericial realizado de forma indireta”.

O defensor destacou trecho da denúncia que afirma que o quadro clínico de Neusa é compatível com intoxicação exógena, “no entanto, não existem elementos de certeza para afirmar que o quadro foi causado por esta intoxicação exógena”.

Segundo ele, “é grave constrangimento ilegal responder a uma acusação tão séria, por um fato que não existe qualquer certeza se ocorreu ou não”.

Ele destacou ainda que o pedido de prisão preventiva formulado pela promotoria foi negado pelo Juízo, principalmete porque os fatos ocorreram há quase nove anos.

(Informações Metrópoles)

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