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Barrando demarcação Quilombola, por José Tibiriça

Opinião – 14/05/2009

Às 16:00 horas  do dia 13/05/2009, recebi um telefonema do Sr. Neri Decian, conhecido como malhado, proprietário na Picadinha que uma viatura do incra com dois funcionários do Incra e três quilombolas em sua carroceria, escoltados por dois policiais federais, uma mulher e um homem, queriam iniciar a medição em nossas terras. Os proprietários sem nenhuma arma, apenas impediram os trabalhos, visto que o vice-presidente dos proprietários rurais de Picadinha exigiu o mandado judicial, quando foram até ameaçados com truculência por prisão, querendo passar por autoridades, sem ordem judicial. Foram fotografados por um agricultor, então resolveram como dizo ditado, fugir do fragrante da imprensa, mas o tiro saiu pela culatra.Acionei a imprensa- Jornal O Progresso e Diário MS que prontamente para lá se deslocaram, mas foram as duas viaturas vistas há mais de 100 por hora na BR, retornando para Dourados. O único funcionário do Incra que consegui reconhecer é um técnico em agrimensura de Campo Grande de nome Geraldo.
Entrei em contato com o Senador Valter Pereira de Oliveira em Brasília e ele entrou em contato com o superintendente em Campo Grande, Dr Frodoaldo que imediatamente ligou. Disse-me ele que tinha estado em Dourados no dia 12/05/2009 no Incra em Dourados orientando os trabalhos, quando me confirmou que o funcionário do Incra era mesmo o Geraldo, mas o que ele tinha que fazer era entregar uma notificação. Disse a ele que esta não era a realidade, pois já entregaram notificação em 2005, 2008 e 2009. Que a história estava mal contada e que nós só vamos aceitar quando o Incra conseguir um mandado judicial que poderá ser contestado judicialmente. Estamos nos organizando, pois assim como o MST invande as propriedades com foice e até armas, nós não vamos deixar que o Incra ou os políticos que estão por traz, quererem fazer justiça para grupos de pessoas que foram proprietários e por não terem vocação para a agricultura, venderam suas terras para terceiros e disfarçados de falsos quilombolas, orientados por pessoas que não querem o bem, estão querem nos impor sua lei. Vamos resistir com foice, enxada e com tudo que estiver ao nosso alcance dentro de nossa propriedade, pois a lei nos dá esse direito. Infelizmente isso vem acontecendo por causa de políticos que administraram nossa cidade, cujos nomes já noticiei no artigo que escrevi e publiquei no jornal O Progresso, Dourados Informa e Dourados Newsç. É um conjunto de indivíduos que atravessaram o Rio Paraná e vieram trazer a discórdia no nosso Município e odeiam quem tem propriedade.

Sabemos que apenas a batalha começou, acreditamos na justiça e vamos mostrar aos políticos aventureiros que vieram de Rinópolis, Borborema, Santo Anastácio e de outros grotões que vamos por um basta nisso e que no ano que vem eles possam ser linchados nas urnas, afinal o povo de Dourados já sabe quem são eles.
Minha mãe está com 91 anos e ali chegou com apenas 21 anos e meu pai com 26 não roubou nada de ninguém, apenas tem propriedade porque trabalhou, economizou. Eles poderiam ter propriedade também, mas venderam aos poucos e agora estão na cidade querendo anular uma escritura que os pais, avós venderam.
Não adianta falar que nós vamos ser indenizados, afinal no Brasil branco não tem direito. Hoje virou moda ser afrodescendente, antigamente existiam três misturas de raça: branco com negro+ mulato; negro com índio= cafuzo e branco com índio= mameluco. Parece que até o dicionário está sendo escrito conforme o interesse e nós não somos racistas, mas tem muitas pessoas interessadas em nos expulsar do país. Não temos culpa dos negros terem sido trazidos para cá, vendidos pelo mercado do próprio negro.  Segundo a história conta na Bahia existiu um negro que morreu com 94 anos e tinha 12 mil escravos. Os portugueses, italianos, japoneses, alemães, poloneses e muitos povos vieram para o Brasil porque eram paupérrimos como meu avô que veio de Portugal e vivia numa região onde a miséria preponderava e veio ajudar a construir a NOB, como os japoneses, italianos que vieram trabalhar como escravos nas lavouras no Estado de São Paulo e conseguiram a construir o Brasil. Eu sou também uma miscigenação de negro, índio e branco português, sou primeiramente brasileiro. Todos nós somos brasileiros da raça negra, branca e indígena, por que afrodescendente? O homem mais poderoso do mundo Barak Obama assim se expressou: I am Afro-American= Eu sou afro americano e por aqui virou moda dizer sou afrodescendente. Se Obama tivesse no Brasil ele seria mulato, pois sua mãe é branca e o pai negro.

Esta uma denúncia e as fotos estão aí para comprovar o aparato.
José Tibiriçá Martins Ferreira

Fonte: Folha de Dourados

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