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Jornalismo investiga e descobre golpista que falsificava pesquisa de intenção de voto

2026 é um ano eleitoral e muito importante para o Brasil. O jornalismo da RECORD investigou e descobriu um golpista que falsificava pesquisa de intenção de voto em nome de empresas de jornalismo e grandes grupos de comunicação.

Em um prédio da região central de Brasília que o golpista Laécio da Costa Figueiredo tem o escritório do ‘Instituto Data Povo’. No site da empresa são oferecidas pesquisas eleitorais e até assessoria para a criação de partidos políticos. O suspeito já conhecido da polícia agora decidiu se dedicar a um novo golpe que envolve um instituto de pesquisa que ele batizou de ‘Data Povo’.

O endereço da empresa é em um prédio que é um espaço compartilhado por vários profissionais e empreendedores. Laécio Figueiredo passou a usar o nome de empresas de comunicação conhecidas como se fossem contratantes de pesquisas.

No site do TSE o Data Povo registrou a intenção de fazer sete pesquisas este ano, duas em nome da RECORD, que não comprou os serviços. Cinco em nome de outros veículos. Todas falsas. Nenhuma delas de fato requisitada.

Para emitir uma nota fiscal, como ele fez, é preciso entrar no site da Receita Federal pegar o CNPJ da RECORD, ou seja, o registro da empresa, e usar em uma nota fiscal. O documento está no sistema da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal. Na Bahia, o instituto dizia fazer uma pesquisa ao governo do estado, em nome da RECORD.

A emissora não tem e nem teve nenhum contrato com o Data Povo. Em nota a RECORD informou que não contratou e nem autorizou este instituto a fazer ou divulgar pesquisa eleitoral em seu nome. Na Justiça, há 31 processos judiciais contra ele. A maioria por estelionato.

Laécio ficou um ano preso ao ser condenado por alugar e depois vender como se fosse dele uma casa em Brasília e agora, segundo a Justiça, Laécio deveria estar em prisão domiciliar, mas em imagens publicadas nas redes sociais, ele aparece treinando funcionários do instituto, fora de casa.

Pela lei, a divulgação de pesquisa fraudulenta é crime, com, com pena de até um ano de prisão, e multa de até R$ 100 mil. O Instituto Data Povo também firmou dois contratos com os Correios em 2023 e 2024 para avaliar a qualidade dos serviços da estatal oferecidos para empresas. A estatal foi enganada.

O instituto também é acusado de dar um golpe no partido PTB, que foi contratado por R$ 350 mil para coleta de assinaturas para a refundação do partido. O Data Povo também não entregou o serviço. O partido foi atrás de Laécio e descobriu que ele estava preso na Papuda.

(Informações R7)

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