Hoje vou falar um pouco do caos da saúde no município de Dourados e isso tem gerado assedio moral sobre os profissionais de saúde. A saúde do município entra em colapso. O caos na gestão pública (falta de insumos, superlotação, ausência de profissionais) gerando um ambiente de pressão extrema encima dos profissionais.
Quando ocorre o excesso de trabalho e forma como os profissionais de saúde estão sendo tratados pela gestão durante a crise existe assédio moral. Porque estão tentando cobrir falhas da gestão e com isso pressionando os profissionais por resultados acima do seu limite.
A população exige um atendimento humanizado e tem o direito desse atendimento, mas eu pergunto como será possível ser bem acolhida no meio do coas? Vejam bem a divulgação da Prefeitura Números mostram que apesar das dificuldades nenhum paciente ficou sem atendimento médico nas unidades de urgência e emergência de Dourados; os serviços de urgência e emergência médicas em Dourados atuou com capacidade máxima para superar as dificuldades e garantir assistência a todas as pessoas que procuraram a rede pública.
Entre os dias 18 e 22 de abril, período de feriado prolongado de Tiradentes, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atendeu 2.069 pacientes, enquanto o Hospital da Vida realizou 182 internações no mesmo período. “A epidemia de Chikungunya aliada ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave levaram à superlotação da rede, tanto que o prefeito Marçal Filho decretou calamidade em saúde pública na segunda-feira”, ressalta Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde. “Contudo, ninguém ficou sem atendimento e seguiremos trabalhando para normalizar a situação”, completou.
Quem fica exposto nessa situação? o profissional que é obrigado atender acima de seu limite. Outra pergunta que não quer calar será que o Prefeito sabe que decretar calamidade em saúde publica é somente para receber recursos do Governo Federal e isso vai resolver? Em uma gestão que não trabalha com planejamento e promoção e prevenção da saúde.
Mas trabalha muito bem em assediar os profissionais de saúde! Em situações de calamidade decretada, a gestão ganha autonomia para contratações emergenciais e reforço de caixa, o que deve ser usado para aliviar a carga sobre os servidores, e não para aumentar a pressão sem suporte.
O resultado mais comum é a emergência ou agravamento de epidemias Uma epidemia que poderia ter sido evitada se os gestores tivesse a hombridade de ouvir e não Ignorado o alerta dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que são a “linha de frente” e possuem o conhecimento técnico-territorial, a falta de diálogo resultou em falhas estruturais, onde a gestão toma decisões baseadas em números superficiais, enquanto os agentes detêm as informações reais sobre os criadouros de mosquitos.
O aumento descontrolado de vetores (como o Aedes aegypti) ocorre porque 75% dos focos estão dentro de domicílios, locais onde apenas a visita domiciliar e a educação em saúde realizada pelos agentes conseguem atuar. Sem o mapeamento de risco feito pelos agentes, a gestão não consegue antecipar surtos, agindo apenas quando a doença já está disseminada. Desvalorização e Precarização: Ignorar o agente desmotiva a equipe, resultando em maior rotatividade e menor eficácia no trabalho de campo, essencial para o elo entre o sistema de saúde e a comunidade.
E tudo isso leva ao assedio moral aonde os profissionais da saúde trabalham com metas difíceis de alcançar e Sobrecarga do Sistema de Saúde o cenário em que a gestão ignora deliberadamente os Agentes de Combate às Endemias (ACE) configurara como assédio moral. Agora mais uma pergunta que não quer calar cadê o Conselho Municipal de Saúde que é o responsável para fiscalizar como a população esta sendo assistida? O conselho tem o poder de aprovar ou rejeitar as contas da Secretaria de Saúde e fiscalizar onde o dinheiro está sendo gasto.






