Redação –
Uma grande apreensão de drogas foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Dourados, resultando na prisão de um homem que transportava mais de 750 quilos de entorpecentes em uma caminhonete com registro de furto.
De acordo com a ocorrência, o condutor foi abordado pela equipe policial e, ao desembarcar do veículo, os agentes já perceberam um forte odor característico de maconha. Durante a vistoria, foram encontrados diversos fardos e tabletes da droga, distribuídos atrás dos bancos dianteiros e no compartimento de carga.
Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 726,8 quilos de maconha e 23,85 quilos de skunk.
Inicialmente, o suspeito se identificou como P.M.O. e apresentou um alvará de soltura com esse nome, afirmando já ter cumprido cerca de sete anos de prisão por tráfico de drogas no estado do Rio de Janeiro. No entanto, diante de inconsistências nas informações e da falta de documentação válida, os policiais realizaram consulta em sistemas nacionais e constataram que sua verdadeira identidade era N.P.B.
Ainda conforme a PRF, havia contra ele um mandado de prisão preventiva em aberto, com validade até o ano de 2057.
Questionado sobre a carga, o homem afirmou que foi contratado por telefone para buscar o veículo já carregado com a droga em um posto de combustível na cidade de Caarapó e levá-lo até Bataguassu. Ele relatou ainda que outro veículo faria o acompanhamento durante o trajeto, repassando informações sobre fiscalização policial. Pelo transporte, receberia R$ 5 mil.
Durante a checagem, os agentes também constataram que a caminhonete apresentava sinais de adulteração e possuía registro de furto no estado do Rio de Janeiro, datado de março deste ano. No interior do veículo, foram encontradas ainda placas avulsas.
Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados. Ele poderá responder por tráfico de drogas, uso de identidade falsa, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e uso de documento falso.
Segundo a polícia, foi necessário o uso de algemas devido ao risco de fuga. O caso segue sob investigação.




