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Influenciadora diz que ‘não coloca arma na cabeça de ninguém’ ao defender divulgação de ‘jogo do tigrinho’

A influenciadora Lili Vasconcelos se manifestou nas redes sociais após ser alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada pela Polícia Civil, na quinta-feira (23). No registro, ela afirma estar tranquila e diz que já atuava na divulgação de plataformas de jogos online. Além dela, também foram alvos o marido, o empresário Erison Coutinho. A influenciadora Jessica Orben Vasconcelos Magalhães, irmã de Lili, também foi alvo, assim como o marido dela, o empresário Wilton Vagner Vasconcelos Magalhães.

A operação mirou um grupo criminoso composto por membros de uma mesma família, investigado por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC).

Segundo Lili, não haveria irregularidade em sua conduta, além da divulgação dos jogos. “Não tem por que eu baixar minha cabeça, porque não é novidade pra ninguém que eu divulgava as plataformas dos jogos online”, declarou.

A influencer defendeu que a adesão dos jogadores seria voluntária e restrita a maiores de idade. Ela reforçou ainda que “joga quem quer” e que sempre orienta sobre a classificação etária dos jogos.

“Estou aqui de cabeça em pé. Não vou baixar nenhum momento. E assim, eu sempre deixei essa cartinha aqui pra vocês. Jogos são pra maiores de dezoito anos. Joga quem quer. Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém. Tá? Eu, tenho grande responsabilidade nas plataformas que eu divulgo aqui”, disse.

Durante a fala, Lili também criticou a cobertura da imprensa, alegando distorções nas informações divulgadas sobre o caso. Ela questionou a legalidade das plataformas e comparou os jogos online com modalidades autorizadas pelo governo, como loterias.

Ela também contou que acompanha relatos de supostos ganhos de usuários das plataformas.

“Eu tenho vários prints de gente que comprou casa, de gente que limpou o nome, de gente que conseguiu, que nossa gente se eu postar aqui vocês vão ver que os jogos podem fazer mal né? Faz mal por causa que tem gente que vicia sim, mas também faz um bem absurdo também pra muitas pessoas. Eu espero de todo o coração que essas pessoas que ganharam no jogo apareçam nos comentários e falam né com mandam lá no meu grupo que falam que a plataforma né ajudou de alguma forma”, contou.

A influenciadora reconheceu que jogos podem causar vício, mas afirmou que também poderiam trazer benefícios a parte dos participantes. Segundo ela, todas as divulgações eram feitas com responsabilidade e com aviso de que os jogos são destinados a maiores de 18 anos.

A manifestação ocorre em meio às investigações da Polícia Civil, que apuram a atuação de um grupo suspeito de exploração de jogos de azar online, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, integrantes do grupo utilizavam redes sociais para divulgar plataformas ilegais conhecidas como “jogo do tigrinho”, atraindo usuários com promessas de ganhos financeiros.

As apurações apontam ainda que os investigados atuavam como influenciadores digitais, promovendo os jogos e simulando lucros para ampliar o alcance das plataformas. O modelo de funcionamento teria características de pirâmide financeira, com dependência da entrada de novos usuários.

De acordo com a Polícia Civil, os valores obtidos eram ocultados por meio de empresas de fachada, movimentações financeiras fracionadas e aquisição de bens de alto padrão.

Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo e imóveis, além do bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e contas dos investigados. Ao todo, são 34 ordens judiciais cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC), incluindo mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de contas, apreensão de passaportes e suspensão de atividades econômicas.

(Informações Repórter MT)

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