A inteligência artificial vem causando polêmica em Hollywood e levantando debates sobre o futuro do cinema. Recentemente, o trailer do filme As Deep As The Grave viralizou na internet por recriar o ator Val Kilmer, que faleceu em abril de 2025.
A repercussão das imagens criadas pela ferramenta gerou uma nova discussão no meio artístico: filmes feitos com IA podem concorrer ao Oscar?
A matéria relembra a edição do Oscar de 2024, quando o filme O Brutalista dividiu a opinião de críticos de cinema por utilizar a tecnologia para aprimorar diálogos e produzir imagens arquitetônicas.
Na ocasião, os organizadores do evento afirmaram que as ferramentas não ajudam, mas também não prejudicam as chances de indicação de um longa. A Academia ainda instruiu os votantes a avaliar “o grau em que um ser humano esteve no centro da autoria criativa”, de acordo com a Variety.
No caso de As Deep As The Grave, a IA foi utilizada para criar o personagem de Val Kilmer do zero, já que o ator não deixou nenhuma cena gravada antes de morrer. Ele havia sido escalado como protagonista, mas não compareceu às filmagens por problemas de saúde.
Em entrevista à Variety, o roteirista e diretor Coerte Voorhees afirmou que se recusou a substituir o ator, vítima de câncer na garganta, uma vez que o personagem foi criado para ele. “Ele era o ator que eu queria para interpretar esse papel. Foi algo totalmente pensado para ele”, disse.
(Informações R7)





