De Lu Barreto, do Estado Diário –
A queda de uma aeronave Cessna 402B no último sábado (18), nas proximidades do Aeroporto Internacional Guaraní, em Minga Guazú, no Paraguai, resultou em uma trama complexa que envolve morte, saque de valores e a atuação de estelionatários.
O avião, operado pela empresa Aerotax S.A. a serviço da Prosegur, transportava uma fortuna estimada em 5 milhões de dólares e 15 milhões de reais — o equivalente a quase R$ 40 milhões no total.
De acordo com a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC), uma falha no motor esquerdo durante o voo causou a queda da aeronave, que seguia de Ciudad del Este para Assunção. O piloto não resistiu ao impacto e morreu no local. Outros três ocupantes, entre tripulantes e passageiros ligados à empresa de transporte de valores, foram socorridos e encaminhados para unidades de saúde.
Com a colisão, diversos malotes se romperam, espalhando cédulas pela área do acidente. Relatos indicam que moradores da região chegaram ao local antes das forças de segurança e saquearam parte do dinheiro. A polícia paraguaia estima que cerca de 2 milhões de dólares ainda não foram recuperados.
O cenário tornou-se ainda mais grave após denúncias de que grupos criminosos estão utilizando uniformes falsos de policiais e promotores para realizar extorsões e aplicar golpes, na tentativa de reaver o dinheiro saqueado. As autoridades paraguaias mantêm uma investigação ativa, analisando movimentações e comunicações na região para identificar os envolvidos tanto no furto dos valores quanto nas ações criminosas subsequentes.





