Neste mês de abril, a Agência Nacional de Administração da Aeronáutica e do Espaço (NASA) fez história ao realizar a primeira ida à Lua com tripulação desde a Apollo 17, em 1972, com a missão Artemis II. Durante os dez dias de viagem, os astronautas utilizaram um relógio com tecnologia brasileira, desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP), para monitorar o sono na missão.
A espaçonave Orion, apelidada carinhosamente de “Integrity”, foi lançada em 1º de abril do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e pousou no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, na Califórnia, nove dias depois. A bordo estavam os astronautas Reid Wiseman, comandante; Victor Glover, piloto; e os especialistas da missão Christina Koch e Jeremy Hansen. Koch, Glover e Hansen são, respectivamente, a primeira mulher, o primeiro homem negro e o primeiro cidadão não-americano a orbitar o satélite natural do planeta Terra.
A tecnologia, chamada de “actígrafo”, foi criada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), sob a coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono. O dispositivo é capaz de registrar, de forma contínua, padrões de sono enquanto acompanha variáveis como movimento corporal, intensidade luminosa e a composição da luz ambiente, incluindo a luz azul, considerada importante para a regulação do ciclo sono-vigília.
Segundo a USP, o actígrafo recebeu, inicialmente, financiamento do Programa PIPE da FAPESP, uma iniciativa voltada à inovação em pequenas empresas. A partir disso, foi aprimorado e produzido pela Condor Instruments. Porém, diferentemente de dispositivos comerciais voltados ao bem-estar, a pesquisa possui foco científico, sendo amplamente utilizada nas áreas de cronobiologia, neurociências e saúde pública.
(Informações R7)





