Uma ativista dos direitos dos animais protagonizou uma cena inusitada ao invadir um restaurante e levar uma lagosta viva para soltá-la no mar, acreditando que o animal seria preparado para consumo. O caso aconteceu em Weymouth, na Inglaterra, e ganhou repercussão após a divulgação das imagens.
A mulher, identificada como Emma Smart, de 47 anos, foi flagrada caminhando tranquilamente até a entrada do restaurante Catch at the Old Fish Market antes de agir. Poucos minutos depois, ela entra no local e segue direto até um tanque onde estava a lagosta, surpreendendo funcionários.
O que Emma não sabia é que a lagosta não estava ali para consumo. O animal era, na verdade, um “mascote” do dono do restaurante, Anthony Cooper, há cerca de dois anos e meio, sendo utilizado para fins educativos com crianças que visitavam o local.
A Justiça britânica considerou a atitude “impulsiva e equivocada”. A ativista admitiu ter causado dano ao animal e recebeu uma medida cautelar que a impede de se aproximar do restaurante por três anos. Ela também foi condenada a uma punição leve, sem prisão, após o tribunal entender que não houve intenção de causar sofrimento.
Segundo a defesa, Emma agiu por impulso, motivada por sua preocupação com o bem-estar animal. Ainda assim, o juiz responsável pelo caso destacou que a ação foi “profundamente equivocada” e poderia ter prejudicado ainda mais a lagosta.
Não foi a primeira vez que a ativista causou confusão no local. Em outra ocasião, ela chegou a confrontar o naturalista David Attenborough dentro do restaurante, acusando-o de não fazer o suficiente contra as mudanças climáticas.
A situação saiu do controle, e a ativista precisou ser retirada do restaurante por policiais, com apoio do proprietário. Mesmo do lado de fora, ela continuou gritando e causando tumulto.
Inicialmente, foi aplicada uma ordem de dispersão, que determina o afastamento imediato do local, mas Emma acabou sendo presa por não cumprir a determinação. Posteriormente, no entanto, a acusação foi retirada após a Justiça entender que ela não teve tempo suficiente para obedecer à ordem.
A ativista já havia sido presa anteriormente, em novembro de 2021, quando cumpriu quatro meses de detenção por participar de um protesto climático do mesmo movimento.
(Informações R7)




