Antonio Viegas –
O CCPD (Centro Cívico dos Pioneiros de Dourados), renovou sua diretoria neste fim de semana. Por unanimidade o advogado e historiador Rozemar Mattos foi novamente escolhido para ficar à frente da entidade. A assembleia de eleição contou com a presença de praticamente 90 por cento dos votantes, que representam dezenas de famílias de pioneiros do município.
Na oportunidade, o então vice-presidente Odilon Azambuja, que deixou a diretoria para cuidar de assuntos pessoais, fez questão de deixar claro que vai continuar contribuindo com o CCPD, só que sem a responsabilidade do cargo. Odilon reforçou, principalmente aos novos integrantes, a importância de manter viva a luta pelo resgate da história de Dourados.
Rozemar, na condição de presidente reconduzido ao cargo, reafirmou seu compromisso com os objetivos do Centro Cívico e falou sobre as propostas para esse biênio. Entre elas, “levar a seresta também para os bairros, homenagear empresários e profissionais liberais pioneiros ou à suas famílias e, reivindicar junto a prefeitura, a realocação do museu da cidade para facilitar o acesso”, pontuou.
O CCPD tem buscado através de seus integrantes promover atividades voltadas para a história local, como o resgate de documentos, entre eles, certidões (nascimento, casamento e óbito) dos primeiros moradores, bem como imagens da época. Hoje o Centro Cívico, através do trabalho de Rozemar Mattos, possui um acervo com mais de 40 mil documentos.
Sempre que convidada, a entidade tem procurado atender escolas, e outros segmentos, com palestras e informações sobre o processo que elevou Dourados à categoria de município, como sobre seus fundadores e suas origens. “Fazemos isso com muita satisfação, porque na maioria das vezes são crianças tomando conhecimento desses fatos”, ressalta o presidente.
Outra atividade importante é a seresta que acontece anualmente, na data de aniversário da cidade. Ele começou nas residências, mas ficou inviável e surgiu a idéia de levar para o comércio noturno, geralmente bares, restaurantes e o shopping. São locais onde as pessoas se encontram para momentos de lazer e, a cultura, através da música tradicional faz parte disso.
A seresta, como já é conhecida por grande parte da cidade, reúne uma quantidade considerável de músicos com os mais diversos instrumentos, sempre com destaque para a sanfona e o violão. Eles levam até as pessoas os tradicionais ritmos locais e regionais, como homenagem da cultura aqueles que contribuíram com a história do município.




