As cores vibrantes da sucuri-amarela (Eunectes notaeus) enchem os olhos de quem é apaixonado pela vida selvagem no Pantanal de Mato Grosso do Sul, como relata o guia Fagner Roque, após ter um encontro “cara a cara” com a serpente no Caiman, em Miranda, cidade a 200 quilômetros de Campo Grande, na quarta-feira (8).
Apesar dos frequentes encontros com animais silvestres na região, o especialista conta que todos os avistamentos são especiais. “Não é sempre que encontramos essa espécie. A cada encontro, a gente também fica encantado com a beleza do animal, assim como os turistas o admiram”.
O tamanho da sucuri avistada também impressiona: a serpente tinha entre 1,50 e 2 metros, segundo Roque. “Sempre que conseguimos avistar uma sucuri, a admiração pelo animal é grande”, descreve.
Avistamento com respeito
Como um DNA de cada cobra, as manchas identificam a singularidade do animal visto rastejando pela reserva. Embora os padrões de cores e desenhos sejam característicos de cada espécie e estejam definidos no DNA para ajudar na camuflagem e proteção, existem variações individuais.
Fagner reforça que ficou a uma distância de aproximadamente um metro da cobra, sem tocá-la ou mudar o curso do animal. Ele ainda diz que todo avistamento de animal silvestre exige respeito.
Diferença entre anacondas
Apesar de ser ‘menor’, a sucuri-amarela costuma ter entre 3,3 e 4,4 metros de comprimento. As fêmeas também costumam ser maiores do que os machos. O peso varia entre 25 e 35 kg, porém, os exemplares maiores podem ter até 55 quilos.
A alimentação consiste basicamente em aves, ovos, peixes, répteis (incluindo jacarés), pequenos mamíferos e até mesmo cervos, caititus e capivaras. Assim como a verde, a sucuri-amarela é constritora — ou seja, mata as presas por sufocamento e não é venenosa.
Outra diferença entre as duas espécies é a agressividade. Apesar de essas cobras não serem agressivas por natureza, a sucuri-amarela tende a ser mais reativa do que a verde. Isto é, reage mais rápido do que a ‘prima’ caso se sinta ameaçada.
Enquanto isso, a sucuri-verde prefere fugir ou mergulhar e só age de forma agressiva em situações extremas.





