Desde 1968 - Ano 56

25.5 C
Dourados

Desde 1968 - Ano 58

InícioColunista'O Exército Brasileiro', por José Tibiriçá Martins Ferreira

‘O Exército Brasileiro’, por José Tibiriçá Martins Ferreira

Braço Forte e Mão Amiga, esse sempre foi o seu Lema e CHIKUNGUNYA em Dourados.

No dia 19 de abril, comemoramos além do dia dos Povos Índigenas o dia do Exército.

O Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, o nosso ilustre conterrâneo mato-grossense, indígena, militar com a última patente, nascido no Município de Santo Antonio do Leverger-MT já dizia, matar nunca ao alertar seus comandados quando da expedição para implantar a linha de correios e telégrafos ao se referir aos seus comandados por ocasião de ter sido alvejado com uma flecha. Hoje a falta de ação do governo federal está ajudando a dizimar os povos indígenas por falta de investimentos na maioria das aldeias pelo Brasil afora.

O Exército um órgão que cuida da segurança nacional na fronteira do Brasil teve seu orçamento reduzido e nas demais unidades, há também falta de manutenção. Quem comanda o Ministério da Defesa que agrega a Aeronáutica, Exército e Marinha é um deputado federal licenciado de Pernambuco, Estado natal do Presidente, o engenheiro por formação José Múcio, olha a que situação chegamos.

O Exército nos momentos de paz sempre dá atendimento aos moradores nas regiões mais longínquas do Brasil, principalmente na área de saúde na região Amazônica. Convocado agora para prestar serviço na limpeza de resíduos que ocasiounou a epidemia nas aldeias Bororó e Jaguapiru, localizadas nos Municípios de Dourados e Itaporã em nosso Estado de Mato Grosso do Sul.

O governo federal vem se eximindo da responsabilidade há muito tempo e a Funai, órgão inerte, comandada por uma indígena douradense não tem como agir por falta de recursos e finalidade. As aldeias vem sofrendo há muito tempo com a falta de água potável que depois de vários problemas denunciados estão sendo atendidas a passo de tartaruga com a implantação de rede de água para chegar às residências.

Desde o início do mandato desse governo federal existe o ministério dos Povos Índígenas que foi comandado inicialmente pela deputada federal Sonia Quadalajara, da etnia araribóia do Maranhão, eleita pelo Psol de Sao Paulo, que renunciou para se candidatar novanente ao cargo de deputada federal. Agora a pasta é comandada pelo sul-mato-grossense da etnia terena, Ministro de Estado Eloy Terena, advogado.

Infelizmente essas aldeias são consideradas terras da União e os Municípios onde estão localizadas não têm competência para interagir. Além dessa epidemia existe a miserabilidade e pobreza extrema, principalmente na aldeia Bororó, onde o alcoolismo, o consumo de droga e a exploração por parte de algumas denominações evangelicas que na maioria cobram dízimos de seus fiéis e não oferecem nada de bens materiais em troca do que arrecadam. Politicamente são explorados pelos candidatos que só retornam a cada quatro anos com a promessa de trazer benefícios.

O Município de Dourados e Itaporã atendem na medida do possível porque não podem adentrar em outras áreas, visto que são administradas pela Funai, subordinada ao governo federal.

Essa semana chegou um recurso federal para o Município de Dourados fazer a limpeza na coleta de lixo, mas para engajar no trabalho, pois necessita contratar empresa especializada no ramo, exigências contidas na lei de licitação.

Dourados-MS, 9 de abril de 2026.

*Jose Tibiriçá Martins Ferreira, advogado e produtor rural na Picadinha.

- Publicidade -

MAIS LIDAS