O Ministério da Justiça e Segurança Pública aposta na formação de mulheres para incentivar denúncias e conceder apoio a outras mulheres vítimas de violência.
Ao longo do primeiro semestre deste ano, a iniciativa pretende formar 1.200 promotoras populares — nome dado às mulheres que farão o curso em dez estados —, e faz parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
A ação é encabeçada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça e voltada para incentivar tanto líderes comunitárias quanto mulheres comuns, que possam ser referência a outras mulheres.
“A gente quer que as mulheres atuem como catalizadoras dos territórios, mobilizadoras da agenda de direitos para comunidades para entender melhor quais são os direitos, onde reivindicá-los, para que servem e os mecanismos”, explicou a secretária de Acesso à Justiça, Sheila Carvalho, ao R7 Planalto.
A secretária destaca que o programa de promotoras populares pode funcionar como uma resposta à falta de denúncias.
“É um horizonte de atuação, tentar com que a voz dessa mulher chegue às instituições de Justiça, de segurança pública. É um desafio. Que a gente consiga reverberar mais informações, criar um caminho de proteção mais efetiva do Estado, da Justiça, contra a violência”, pontua.
Início do programa
O projeto foi inaugurado em João Pessoa, na Paraíba, no último 6 de março, e tem sido implementado de forma gradual em outras regiões do país.
A previsão é alcançar dez estados. Entre eles, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais.
(Informações R7)





