O mercado brasileiro de fertilizantes enfrenta um cenário desafiador. Após bater recorde em 2025, com 49 milhões de toneladas entregues, a expectativa é de retração de até 15% neste ano, segundo o Sindiadubos-PR.
“O mercado brasileiro de fertilizantes pode reduzir entre 10% e 15% em 2026 devido aos altos custos e dificuldades logísticas nos portos decorrentes das guerras na Ucrânia e no Irã. Além disso, o início da cobrança do PIS/COFINS, que era isento e vai representar um aumento de 2%, e a nova tabela de frete estão dificultando a situação dos agricultores, elevando os custos de produção”, alertou Aluísio Schwartz, presidente do Sindiadubos-PR.
O endividamento recorde e o aumento de custos podem levar os produtores a reduzir o uso de fertilizantes, diminuir a área plantada e, consequentemente, afetar a produção de alimentos.
“A diminuição da produção, se ocorrer, deve levar à subida dos preços de soja, milho, frango, carne bovina, açúcar e café… no mundo inteiro. A equação final é sobrepreço”, ponderou Schwartz.
No cenário global, o fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, pode resultar na perda de 5 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados.
A produção de ureia na Índia e de nitrato de amônia na Rússia também foi afetada, enquanto o Brasil sofre com restrições chinesas na exportação de fosfatados.
“Não é esperada uma queda nos preços dos fertilizantes a curto prazo, mesmo que a guerra termine”, completou Schwartz.
Para mitigar os impactos, Sindiadubos-PR, em parceria com ANDA, AMA e a Frente Parlamentar Agropecuária, pressionam o Governo Federal para adiar a cobrança do PIS/COFINS, rever a tabela do frete mínimo e negociar a reabertura das exportações chinesas de fosfatados.
“Apesar das críticas com relação à importação de certos fosfatados da China, que somaram mais de 2 milhões de toneladas no ano passado, a resposta no campo foi uma safra recorde, dirimindo qualquer dúvida com relação a estes fertilizantes”, ressaltou Schwartz. (Informações R7)

