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Dourados registra mais de 2,6 mil notificações de chikungunya em 2026

Redação –

O município de Dourados vive um cenário de emergência em saúde pública diante do avanço da chikungunya. De acordo com boletim epidemiológico atualizado nesta quarta-feira (1º), já são 2.643 notificações da doença em 2026.

Do total, 2.233 casos são considerados prováveis, sendo 1.113 confirmados e 1.120 ainda em investigação. Outros 410 casos foram descartados. A taxa de positividade chega a 73,08%, indicando que a maioria das pessoas testadas apresenta resultado positivo para a doença.

Os dados também mostram que a curva epidemiológica segue em crescimento. Na semana epidemiológica 12, o número de casos continua em alta, sinalizando que a epidemia ainda está em ascensão no município.

Aumento de atendimentos e pressão na saúde

O avanço da doença já reflete diretamente na rede de saúde. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a média de atendimentos subiu de 302 para 458 pacientes por dia após o dia 23 de março, indicando aumento significativo na procura por atendimento.

Atualmente, 34 pessoas estão internadas em hospitais da cidade com suspeita ou confirmação de chikungunya, distribuídas entre unidades públicas e privadas.

Óbitos preocupam autoridades

O boletim confirma cinco mortes causadas pela doença, incluindo idosos e dois bebês. Todos os óbitos registrados são de pacientes indígenas, o que reforça a preocupação das autoridades com a vulnerabilidade dessa população.

Aldeias concentram grande parte dos casos

Nas aldeias indígenas da região, a situação também é crítica. São 1.846 notificações, com 1.519 casos prováveis e 790 confirmações. Além disso, já foram registrados 202 atendimentos hospitalares e nove internações entre indígenas.

Apesar da maior incidência inicial nas aldeias, a doença já avança para outras regiões do município, ampliando o alcance da epidemia.

Risco elevado e necessidade de atenção

A taxa de ataque da doença em Dourados é de 8,46 casos por mil habitantes, indicador que demonstra o nível de disseminação do vírus e o impacto sobre os serviços de saúde.

Segundo a análise técnica, o cenário aponta para aumento contínuo da demanda na atenção básica, nas unidades de urgência e também na ocupação de leitos hospitalares.

Autoridades reforçam a necessidade de medidas de prevenção, como eliminação de criadouros do mosquito transmissor, além da busca por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.

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